A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS decidiu, nesta quinta-feira (12), rejeitar a convocação da empresária e lobista Roberta Luchsinger para depor. A decisão acontece após notícias de que ela teria mandado um recado ao Palácio do Planalto avisando que não “cairia sozinha”.
Luchsinger está na mira da Polícia Federal por ser o suposto elo entre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”. A investigação apura se ela recebeu dinheiro de descontos ilegais em aposentadorias.
A polícia também suspeita que a lobista tenha atuado como uma espécie de "caixa" para pagar despesas de outras pessoas, incluindo o filho do presidente Lula. A defesa de Roberta, no entanto, nega qualquer relação comercial dela com o empresário “Careca”.
Esta não é a primeira vez que a CPI tenta avançar sobre a empresária. Em fevereiro, os parlamentares aprovaram a quebra de seus sigilos bancário e fiscal, mas a decisão foi anulada dias depois pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Dino, a comissão cometeu um erro ao aprovar 87 requerimentos de uma só vez, em uma votação “em globo”, o que seria uma violação do processo legal. O ministro determinou que qualquer informação já enviada fosse mantida em segredo.
O suposto aviso ao governo foi divulgado pela revista Veja. Segundo a publicação, um emissário de Roberta teria dito a um assessor de Lula que ela estava “desesperada”, exigia proteção e não aceitava ser abandonada no caso.







