O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar o prefeito de Correntina, Walter Mariano Messias de Souza, o Mariano Correntina, do União Brasil. A apuração foi formalizada pela Portaria nº 50/2026, assinada pelo procurador da República Rafael Guimarães Nogueira.
A investigação tem dois focos. O primeiro é um possível caso de contratação direta irregular no exercício financeiro de 2025. O segundo apura uma alegada autopromoção pessoal do gestor, também referente a 2025, cuja natureza ainda não foi detalhada pelo órgão. Os dois pontos estão ligados ao Pregão Eletrônico nº 027/2025, usado para comprar kits escolares para a rede municipal.
Segundo o MPF, o caso começou a partir de uma representação que apontou possíveis problemas no processo licitatório. Antes de virar inquérito, o caso era tratado como procedimento preparatório. Ele chegou ao fim do prazo regulamentar sem provas suficientes para ser arquivado ou para embasar de imediato uma ação civil pública, o que levou à abertura do inquérito.
Até agora, o MPF não informou qual empresa ou serviço teria sido contratado de forma irregular. O órgão também não detalhou em que teria consistido a suposta autopromoção do prefeito. Como parte da apuração, o MPF vai pedir documentos e informações à Prefeitura de Correntina antes de decidir os próximos passos.
A Prefeitura de Correntina informou que vai colaborar com a investigação. A gestão também afirmou que a abertura de um inquérito civil não significa, por si só, que houve irregularidade ou responsabilização do prefeito. Segundo a Prefeitura, pregão eletrônico é uma modalidade de licitação diferente das situações que caracterizam contratação direta, e por isso a existência do Pregão nº 027/2025 não comprovaria, sozinha, a irregularidade apontada.
Como contexto sobre os kits citados na investigação, reportagem do Jornal de Correntina, de 3 de agosto de 2025, informou que a Prefeitura retomou a entrega do material aos estudantes após 23 anos sem essa distribuição. A entrega ocorreu em 2 de agosto, no Estádio Vadozão, com mochila, material pedagógico e uniforme completo.
Não foi localizada, até o fechamento desta matéria, uma publicação oficial com o texto completo da Portaria nº 50/2026. As informações sobre o inquérito vêm de reportagens que atribuem os dados ao MPF.







