A reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados terminou em confusão generalizada nesta quarta-feira (8). O encontro, que já estava tenso devido a disputas políticas, foi encerrado às pressas após a deputada Clarissa Tércio (PP-PE) ser alvo de agressões verbais por um homem que acompanhava a sessão.
O tumulto escalou quando o deputado Delegado Éder Mauro (PL-PA) reagiu ao ataque contra a colega, derrubando o celular do agressor e exigindo sua retirada imediata do local. Diante do caos, a Polícia Legislativa foi acionada para intervir e retirar o indivíduo da sala de reuniões.
Antes do estopim da briga, o clima já era de confronto. Parlamentares de oposição tentaram aprovar uma moção de repúdio contra a presidente do colegiado, Erika Hilton (PSOL-SP). O grupo questionava declarações anteriores da deputada, mas o pedido de punição acabou rejeitado pela maioria dos membros da comissão.
Apesar do clima hostil, os deputados conseguiram aprovar um projeto de lei relevante antes do encerramento forçado. A proposta garante que mulheres casadas, gestantes ou que já são mães tenham o direito de participar de concursos de beleza em todo o território nacional, proibindo qualquer tipo de restrição por parte dos organizadores.
A sessão foi oficialmente interrompida após um pedido da deputada Chris Tonietto (PL-RJ). O objetivo foi permitir que os parlamentares acompanhassem Clarissa Tércio até a delegacia para o registro de um boletim de ocorrência sobre a agressão sofrida dentro do plenário.
O episódio marca mais um capítulo de instabilidade na comissão, que ficou duas semanas sem atividades e agora enfrenta dificuldades para manter o diálogo entre as diferentes bancadas políticas em Brasília.







