Uma situação polêmica interrompeu a votação do reajuste do piso dos professores na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nesta terça-feira (14). A sessão foi encerrada às pressas após a descoberta de que o nome do deputado Bobô (PCdoB) constava como presente no painel, mesmo ele estando em viagem oficial fora da capital.
A farsa foi descoberta durante uma conferência manual feita pela presidente da Casa, Ivana Bastos (PSD). O sistema indicava 32 deputados no plenário — o número mínimo necessário para votar o projeto —, mas a recontagem provou que havia apenas 31 parlamentares no local.
Visivelmente irritada, Ivana Bastos classificou o episódio como um desrespeito com a instituição. O líder do governo, Rosemberg Pinto (PT), ainda tentou argumentar que o colega teria passado pelo plenário mais cedo, mas foi rebatido imediatamente pela presidente, que confirmou a ausência física do parlamentar.
O clima pesou quando o primeiro-secretário, Samuel Júnior (PL), sugeriu que o registro foi feito de forma irregular por outro deputado. Atualmente, para marcar presença na AL-BA, é obrigatório o uso da digital ou de senha pessoal nos terminais das mesas, já que o registro remoto não é mais permitido.
Nos bastidores, a informação é de que um parlamentar da base aliada teria inserido os dados de Bobô no sistema para forçar o quórum e garantir a votação. Diante da irregularidade e da falta de deputados suficientes, a sessão foi declarada encerrada sem que o reajuste do magistério fosse votado.







