Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

CNJ Afasta Juiz de Vara da Fazenda Pública em Salvador

Corregedoria Nacional de Justiça afasta juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública de Salvador e determina bloqueio de acessos e apreensão de equipamentos para investigação.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
12 de dezembro, 2025 · 12:44 2 min de leitura
Foto: Reprodução | Alba
Foto: Reprodução | Alba

A Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) tomou uma medida urgente e de grande impacto contra o juiz Ruy Eduardo Almeida Britto, que é titular da 6ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Salvador, na Bahia. A decisão, assinada em 11 de dezembro de 2025 pelo corregedor nacional Mauro Luiz Campbell Marques, determina o afastamento imediato do juiz e o bloqueio de todos os seus acessos aos sistemas do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

Publicidade

Não foi apenas o juiz que teve os acessos cortados. A ordem do CNJ também incluiu o bloqueio simultâneo para todos os servidores da 6ª Vara da Fazenda Pública. Essa medida coletiva valerá enquanto a Corregedoria faz as ações de lacrar e recolher documentos e equipamentos.

Gabinete Lacrado e Equipamentos Recolhidos

O gabinete do juiz Ruy Eduardo Almeida Britto, junto com seus equipamentos eletrônicos de trabalho — como computadores, notebooks e tablets —, precisa ser lacrado imediatamente. Além disso, se o juiz estiver com um celular funcional do tribunal, ele deve entregá-lo na hora para ser recolhido.

A intenção de lacrar o gabinete e recolher os aparelhos é proteger as provas. O local e os equipamentos ficarão sob lacre até que uma equipe especial do CNJ, com o apoio da Polícia Federal, possa fazer a perícia digital. Essa coleta de dados é essencial para reunir informações para um processo administrativo disciplinar que já está em andamento na Corregedoria Nacional.

Publicidade

O CNJ não divulgou os detalhes específicos das investigações que levaram a uma intervenção tão séria.

“É uma medida de precaução para garantir a integridade da investigação e evitar qualquer tipo de manipulação ou destruição de provas digitais”, explicou uma fonte ligada ao caso, que preferiu não ser identificada.

Paralelamente a essas ações de bloqueio e apreensão, o juiz Ruy Eduardo Almeida Britto foi comunicado oficialmente, através da Corregedoria-Geral de Justiça e da Presidência do TJ-BA. Ele tem um prazo de cinco dias, caso queira, para apresentar informações atualizadas e sua defesa sobre o caso.

A Corregedoria Nacional de Justiça é um órgão do Conselho Nacional de Justiça, responsável por fiscalizar e orientar os tribunais e magistrados do país. Atitudes como essa reforçam o compromisso com a transparência e a ética dentro do Judiciário brasileiro, mostrando que nenhum membro está acima da lei e da fiscalização.

Leia também