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Política

China exige libertação de Maduro e acusa EUA de violar lei internacional

A China cobrou a libertação imediata de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, preso pelos EUA. O país asiático criticou a ação como violação do direito internacional.

Redação ChicoSabeTudo
04 de janeiro, 2026 · 09:24 2 min de leitura
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos virou assunto sério no cenário internacional. Neste domingo (4), a China cobrou de forma urgente a libertação do líder venezuelano, que foi detido em Caracas por forças norte-americanas. Para o governo chinês, a ação dos EUA é um desrespeito grave às leis que regem as relações entre os países.

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Essa manifestação da China acontece um dia depois que a Rússia também pediu para que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, fossem soltos. A confirmação da prisão do casal veio no sábado (3), quando o próprio presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a captura. Depois de serem detidos, Maduro e a primeira-dama foram levados para fora da Venezuela por agentes americanos.

Pequim quer garantia de segurança e diálogo

Em um comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores da China não só pediu a libertação, mas também exigiu que Washington garanta a segurança de Maduro e Cilia Flores. Além disso, os chineses deixaram claro que os EUA devem parar com qualquer tentativa de derrubar o governo da Venezuela.

“A China pede que os Estados Unidos libertem imediatamente o presidente Nicolás Maduro e sua esposa e que resolvam as divergências por meio do diálogo e da negociação”

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A declaração do ministério chinês ressalta a importância de resolver conflitos por meio da conversa, e não por ações que, segundo eles, ferem a soberania dos países.

Violação do Direito Internacional

O governo da China foi bem enfático ao classificar a prisão de Maduro como uma afronta séria às normas internacionais. Para eles, a operação feita pelos Estados Unidos desrespeita o direito internacional, os princípios da Carta das Nações Unidas – que são as regras básicas para a convivência entre os países – e os fundamentos das relações entre nações soberanas. Isso significa que, na visão chinesa, um país não pode simplesmente entrar em outro para prender um chefe de estado.

Enquanto a pressão internacional aumenta, Nicolás Maduro continua sob custódia nos Estados Unidos. Lá, ele terá que responder a acusações pesadas, como narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. O julgamento está acontecendo em Nova York e as penas podem variar bastante, indo de, no mínimo, 20 anos de prisão até a prisão perpétua. A situação mantém o mundo em alerta e a tensão política nas alturas.

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