A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, fez um alerta importante sobre os desafios das eleições de 2026. Em um discurso que marcou a abertura do novo ciclo eleitoral, ela destacou que o pleito acontecerá em um cenário bastante complicado, onde as tecnologias para criar mentiras estão cada vez mais avançadas.
Cármen Lúcia chamou a atenção para o fato de que estas serão as “primeiras eleições depois da tentativa de golpe de Estado”. Para a ministra, a desinformação não só cresceu, como se sofisticou muito, tornando a disputa eleitoral de 2026 um terreno fértil para a manipulação.
Tecnologia: Vilã ou Aliada na Luta Contra Mentiras?
Um dos pontos cruciais levantados pela presidente do TSE é a relação com a tecnologia. Ela deixou claro que a ferramenta em si não é o problema, mas sim como as pessoas a usam. “Não é a tecnologia que está errada, mas o mau uso que se faz dela”, afirmou.
A ministra explicou que a mesma inteligência artificial que hoje é usada para espalhar notícias falsas, também pode ser uma grande aliada no combate a elas. Para que isso funcione, Cármen Lúcia ressaltou a importância de trabalhar junto com a Polícia Federal e de contar com a “imprensa livre e independente”. Segundo ela, o jornalismo sério e que checa os fatos com rigor é fundamental para proteger a verdade.
O Perigo de Ter o Seu Voto “Sequestrado”
A preocupação principal do TSE é com o que Cármen Lúcia chamou de “captura da vontade” ou “captura do desejo do eleitor”. A ministra explicou que não existe voto certo ou errado, mas sim o grande risco de a desinformação manipular as pessoas com base em mentiras. Quando isso acontece, o eleitor pode acabar escolhendo um candidato ou uma ideia por informações que não são verdadeiras.
“Não existe voto certo ou errado, mas sim o risco de a desinformação convencer o eleitor com base em mentiras”, disse a presidente do TSE.
Esse processo, na visão da ministra, pode levar ao “sequestro do direito de escolha” dos eleitores por aqueles que querem manipular as eleições. Em outras palavras, a pessoa pensa que está votando por conta própria, mas na verdade está sendo influenciada por falsidades.
Para Cármen Lúcia, o direito de votar estará ameaçado de várias maneiras, principalmente pela quantidade de conteúdos falsos que podem surgir. Para que cada eleitor possa votar de acordo com o que realmente acredita e deseja, é essencial estar muito bem informado e ficar atento para não cair em estratégias de manipulação. A mensagem final é clara: a vigilância e a busca por informações verdadeiras serão cruciais para a democracia em 2026.







