A entrada de Ronaldo Caiado (PSD) na corrida pela Presidência da República está sendo vista pelos aliados de Flávio Bolsonaro (PL) como uma peça chave para impedir uma vitória definitiva logo no primeiro turno. A avaliação interna é que o governador goiano tem potencial para segurar fatias do eleitorado que não querem votar nem no bolsonarismo, nem no PT.
Para o grupo político de Flávio, a presença de um terceiro nome competitivo dificulta que qualquer candidato alcance mais de 50% dos votos válidos de imediato. A estratégia foca em usar esse cenário para garantir uma segunda etapa na disputa, onde a oposição acredita ter mais chances de vitória.
Interlocutores do senador afirmam que, sem uma opção como Caiado, muitos eleitores poderiam votar em branco ou anular o voto. Na visão da campanha, isso facilitaria o caminho para uma decisão rápida, o que eles pretendem evitar a todo custo para ganhar mais tempo de exposição.
Além disso, o perfil combativo de Caiado é considerado um diferencial positivo pelos aliados de Flávio. Ele é visto como uma figura mais firme do que outros nomes da direita, como Ratinho Júnior ou Eduardo Leite, o que ajudaria a desgastar a atual gestão durante os debates.
Com a eleição polarizada, a equipe de Flávio Bolsonaro entende que o segundo turno abriria uma nova janela para conquistar os brasileiros insatisfeitos com o governo federal. A ideia é somar forças e herdar os votos da chamada terceira via no momento decisivo da votação.







