O cancelamento da sabatina de Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e atual advogado-geral da União, foi anunciado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e interpretado por membros da base governista como uma oportunidade estratégica para fortalecer a articulação com os senadores.
A avaliação dos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sugere que será necessário reestabelecer a relação com Alcolumbre para garantir que a indicação de Messias seja aprovada no Senado em 2026. A relação entre Executivo e Legislativo enfrenta desafios significativos, especialmente após a crítica de Alcolumbre sobre a falha do governo em formalizar a indicação.
Em uma declaração divulgada na terça-feira (3), Alcolumbre caracterizou a demora do governo como uma “omissão grave e sem precedentes”. A falta de ação do Executivo teria comprometido o início do processo regimental necessário para a sabatina de Messias.
Esse revés na agenda do Senado levanta preocupações sobre a capacidade do governo de unir forças em torno de sua indicação ao STF, uma vez que a aprovação deste nome será um teste crucial para a gestão Lula. A condução da articulação política deverá ser revista à luz dos novos desdobramentos.
Com o cancelamento da sabatina, a expectativa é que o governo busque intensificar diálogos com parlamentares a fim de garantir a aprovação de Messias e evitar novos embates no relacionamento com o Senado.







