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Política

Caminhoneiros paralisam portos em todo o Brasil e pressionam Senado por votação da MP do Frete

Paralisação se concentra nos portos e deve seguir até o Senado votar a MP, que perde a validade no dia 16

Redação ChicoSabeTudo
13 de julho, 2026 · 08:28 2 min de leitura

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, convocou os caminhoneiros de todo o país a paralisar as atividades nos portos a partir da 0h desta segunda-feira (13). O objetivo, segundo o dirigente, é pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a colocar em votação a Medida Provisória do Frete (MP 1.343/2026) antes que ela perca a validade, no dia 16.

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A convocação foi feita em um vídeo divulgado nas redes sociais na noite de domingo (12). Chorão orientou os motoristas a não sair para viajar a partir da meia-noite e a acompanhar a mobilização nos principais portos do país. "A gente vai acompanhar em todos os cenários nacionais, como a gente fez em 2018", afirmou, em referência à greve que parou o país há oito anos.

O líder atribuiu diretamente a Alcolumbre a responsabilidade por uma eventual paralisação. "Essa manifestação, essa paralisação, não é o Chorão, não é o Pedro, não é o Zé Trovão que está chamando. Quem está chamando essa paralisação se chama Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal do nosso Brasil", declarou. Em outro trecho, completou: "Davi Alcolumbre, você foi avisado. Agora você segura, meu irmão."

Ainda segundo Chorão, a categoria recebeu uma sinalização de que a MP pode ser votada nesta terça-feira (14), mas a orientação é manter a paralisação até que a análise seja confirmada. Aprovada pela Câmara dos Deputados em junho, a medida está parada no Senado há cerca de três semanas e caduca na quinta-feira (16) caso não seja votada.

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Editada pelo governo em março, a MP do Frete reforça a fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário e cria um piso salarial nacional de R$ 5 mil para motoristas contratados em regime CLT em viagens de longa distância. O texto também prevê multas de R$ 100 mil a R$ 1 milhão para empresas reincidentes que pagarem abaixo da tabela e concede anistia a multas aplicadas por bloqueios de rodovias em 2022.

A paralisação, no entanto, não é consenso entre as entidades do setor. Em nota, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) afirmou acompanhar com preocupação a demora na votação, mas disse que a decisão de parar cabe aos sindicatos e que seu papel é dialogar com o governo e o Congresso. Setores do agronegócio e da indústria também se opõem ao texto, sob o argumento de que o endurecimento das regras pode elevar os custos da logística.

Nos bastidores, parlamentares querem mudar pontos da proposta antes da votação, como a exigência de pagamento antecipado de 70% do valor do frete ao caminhoneiro. Se o Senado alterar o conteúdo aprovado pela Câmara, a MP terá de voltar para nova análise dos deputados antes do fim do prazo.

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