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Política

Câmara: Motta prioriza consenso e fila de CPIs aguarda

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a CPI do Banco Master entrará na fila de pedidos e defendeu uma pauta de consenso no início do ano legislativo, focando na instalação de comissões permanentes.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
03 de fevereiro, 2026 · 21:43 2 min de leitura
Foto: Douglas Gomes / CD Presidência
Foto: Douglas Gomes / CD Presidência

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deixou claro nesta terça-feira (3) que a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master terá que aguardar sua vez. Segundo Motta, o pedido se junta a outros quinze requerimentos que já esperam na fila da Casa, seguindo a ordem cronológica.

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Motta também fez questão de desfazer qualquer boato. Ele negou veementemente qualquer participação ou movimento para não estender a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS como uma forma de “moeda de troca” para evitar a instalação de uma CPI sobre o banco do empresário Daniel Vorcaro, que teve suas atividades encerradas pelo Banco Central em novembro de 2025.

“Essas CPIs são tratadas na ordem cronológica. No ano passado, tivemos em torno de 15 ou 16 CPIs protocoladas e acabamos não instalando nenhuma. Agora vamos fazer o debate sobre esses pedidos. A Câmara precisa obedecer à ordem cronológica e às regras regimentais, que permitem o funcionamento simultâneo de até cinco CPIs, se for decisão da Presidência. No momento certo, vamos tratar dessa pauta”, explicou o presidente da Câmara aos jornalistas.

Consenso na Pauta para um Ano Eleitoral

Além da questão das CPIs, o chefe do Legislativo federal ressaltou que a Câmara vai focar em uma pauta de votações que busca o consenso neste início de ano legislativo. A ideia é evitar debates muito polêmicos e garantir que os trabalhos avancem de forma produtiva.

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Motta explicou que essa estratégia é essencial, especialmente porque este é um ano de eleições. Em períodos eleitorais, o segundo semestre costuma ter suas atividades prejudicadas, já que muitos parlamentares se dedicam às campanhas.

“Temos priorizado, junto ao colégio de líderes, a instalação das comissões permanentes para que a Casa retome sua normalidade. Isso demonstra maturidade política e compromisso com a pauta em um ano eleitoral, que é naturalmente mais curto, já que no segundo semestre as atividades ficam prejudicadas pelo processo eleitoral. Queremos produzir de forma positiva neste primeiro semestre, com pautas importantes para o país”, afirmou.

Outro ponto importante para a busca pelo consenso é a eleição dos presidentes das comissões permanentes. Para que essas eleições aconteçam, não pode haver votações em andamento no plenário (a chamada “Ordem do Dia”).

“Para eleger os presidentes dessas comissões, não podemos ter a Ordem do Dia em andamento, pois isso inviabiliza as eleições. Por isso, estamos construindo uma pauta de consenso”, concluiu Motta, reforçando o compromisso com a organização e o bom andamento dos trabalhos na Câmara.

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