A Câmara dos Deputados realizou uma sessão de apenas dois minutos e vinte segundos nesta sexta-feira (17) com um objetivo estratégico: acelerar o relógio para votar o fim da jornada de trabalho 6x1. A manobra serve para cumprir o prazo de duas sessões plenárias exigido pelo regimento interno.
Com o plenário praticamente vazio e a maioria dos deputados participando de forma online, o encontro foi apenas uma formalidade convocada pelo presidente da Casa, Hugo Motta. Sem essa etapa, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) não poderia analisar o projeto na próxima semana.
O relator da proposta, o deputado baiano Paulo Azi, já apresentou parecer favorável para que a PEC continue tramitando. Agora, após o pedido de vista coletivo, a expectativa é que o texto seja votado na CCJ na quarta-feira, dia 22.
Durante o curtíssimo tempo em que a sessão esteve aberta, os parlamentares aproveitaram para aprovar um único projeto. A proposta aprovada obriga a instalação de placas de advertência para que pedestres respeitem o semáforo nas faixas de sinalização.
O deputado Alberto Fraga presidiu os trabalhos e encerrou a reunião logo após a votação simbólica. Ao todo, 303 parlamentares registraram presença pelo sistema virtual, garantindo o quórum necessário para validar a contagem do prazo.
A PEC da jornada 6x1 tem gerado grande repercussão entre os trabalhadores, pois propõe o fim da escala de seis dias de trabalho por um de folga. Se aprovada na CCJ, a proposta ainda terá um longo caminho de discussões em comissões especiais antes de ir ao plenário principal.







