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Política

"Cadê o Lulinha?": Flávio Bolsonaro ataca PF em evento no Ceará

Flávio citou casos do irmão e do filho de Lula ao defender candidatura de aliado ao Senado cearense

Redação ChicoSabeTudo
11 de julho, 2026 · 09:30 2 min de leitura
"Cadê o Lulinha?": Flávio Bolsonaro ataca PF em evento no Ceará

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (10) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usa a Polícia Federal (PF) para perseguir opositores e tentar interferir no resultado das eleições de outubro. A declaração foi dada em Fortaleza (CE), durante o evento de lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Alcides Fernandes (PL) ao Senado.

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Segundo o senador, a PF age de forma seletiva, mirando adversários do governo enquanto poupa aliados do presidente. Ele citou os casos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula e vice-presidente de uma entidade sob suspeita em um esquema de descontos irregulares em benefícios do INSS, e de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

"Não coincidentemente, quem era vice-presidente daquela associação que roubou o dinheiro do INSS? O irmão do Lula. Quem é acusado de receber mensalão do Careca do INSS? É o filho do Lula. Cadê o Lulinha?", disse Flávio durante o discurso.

O senador também criticou a troca do delegado que investigava Lulinha. "Aí vem o governo e muda o delegado da Polícia Federal que estava investigando o filho do presidente, diz que só vai poder investigar o Lulinha daqui a um ano. Mas, para perseguir a oposição, aí tem Polícia Federal. Aí persegue parlamentar de direita, persegue presidente de partido de direita", completou.

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Nas redes sociais, Flávio havia repetido a acusação horas antes, ao comentar a decisão do ministro Flávio Dino (STF) de bloquear bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, alvo de investigação da PF por suposta influência na indicação de emendas parlamentares. "Lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo. A Polícia Federal, que diz não ter efetivo, nem recursos para investigar as denúncias contra Lulinha, mais uma vez mobiliza recursos para atacar adversários do presidente. Essa perseguição precisa parar", escreveu.

Até a publicação desta notícia, o Palácio do Planalto não havia se manifestado sobre as declarações do senador.

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