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Política

Bolso apertado: 72% dos brasileiros sentem que o preço da comida disparou nos mercados

Pesquisa Genial/Quaest aponta que a inflação de alimentos e combustíveis já mudou a percepção do consumidor sobre a economia do país.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
15 de abril, 2026 · 17:12 1 min de leitura

A sensação de que o dinheiro está rendendo menos no supermercado não é apenas impressão do morador de Paulo Afonso. Uma nova pesquisa da Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), revela que 72% dos brasileiros perceberam um aumento no preço dos alimentos. Em março, esse índice era de 59%.

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O salto de 13 pontos percentuais na percepção de alta acompanha os dados oficiais da inflação. No último mês, o grupo de alimentação subiu quase 2%, impulsionado principalmente pela carestia nos produtos básicos e também pela alta dos combustíveis, que encarece o frete em todo o país.

A situação reflete diretamente no poder de compra das famílias. Segundo o levantamento, 71% dos entrevistados afirmam que o salário já não compra as mesmas coisas que comprava há um ano. Apenas 11% sentiram alguma melhora na capacidade de consumo nesse período.

Para metade da população ouvida, a economia brasileira piorou nos últimos 12 meses. O pessimismo é alimentado pela dificuldade de fechar as contas no azul, já que 72% dos brasileiros admitem estar convivendo com algum nível de endividamento atualmente.

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A pesquisa também tocou em um ponto sensível: o emprego. Para 53% dos eleitores, está mais difícil conseguir uma vaga de trabalho hoje do que no ano passado. Outros 37% acreditam que o mercado está mais favorável para quem busca uma oportunidade.

Diante do cenário de dívidas, a maioria esmagadora da população (70%) defende que o governo federal crie novos programas de renegociação, semelhantes ao Desenrola, para ajudar a limpar o nome de quem ficou inadimplente.

O levantamento da Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas presencialmente em todo o Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral.

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