Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

Bastidores: Lídice da Mata é cotada para suplência de Wagner, mas nega publicamente

Deputada federal tem cerca de 60% de chance de aceitar o convite do petista, segundo apuração, mas mantém discurso de que disputará vaga na Câmara; concorrência interna no PSB pesa na decisão.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
18 de maio, 2026 · 16:00 3 min de leitura
Bandeiras do PT e PSB em evento político na Bahia
Bandeiras do PT e PSB em evento político na Bahia

O tabuleiro eleitoral da Bahia para 2026 tem movimentado os bastidores da política com uma questão que ainda não tem resposta pública: quem será o primeiro suplente do senador Jaques Wagner (PT) na sua candidatura à reeleição? E um nome vem ganhando força nos corredores: a deputada federal Lídice da Mata (PSB), atual presidente do PSB na Bahia.

Publicidade

Segundo apuração do portal A TARDE, Lídice teria cerca de 60% de chance de aceitar o convite do petista para compor a chapa. No entanto, a parlamentar mantém publicamente o discurso de que disputará a reeleição à Câmara dos Deputados — e deve continuar assim até que a decisão esteja amadurecida.

A postura de negar o convite em público não é nova. Segundo relatos, Wagner teria feito a sondagem em duas ocasiões, ambas recusadas formalmente pela deputada. Em entrevista ao Blog do Valente, em fevereiro deste ano, Lídice negou que será suplente e reafirmou que disputará vaga na Câmara dos Deputados.

Por trás das negativas públicas, porém, o cenário interno do PSB pesa bastante na equação. Lídice enfrenta concorrência crescente dentro do próprio partido na disputa por vagas proporcionais. Conforme informações divulgadas pelo portal A TARDE, o PSB na Bahia passou a contar com nomes competitivos, como o deputado federal Mário Negromonte Júnior e o deputado estadual Vitor Bonfim — ambos na fila para uma cadeira de deputado federal em outubro. No fim do ano passado, a própria Lídice havia admitido que seria preciso "fazer contas" antes de definir sua estratégia eleitoral.

Publicidade

Na base governista, o nome da parlamentar é visto como uma escolha segura. Ela é tida como figura de confiança do grupo e de fácil diálogo político. Além disso, a aceitação do convite manteria o espaço do PSB na chapa — o atual primeiro suplente de Wagner é o ex-vice-prefeito de Ilhéus, Bebeto Galvão, também filiado ao partido. Em um almoço recente com o presidente nacional do PSB, João Campos, o próprio Bebeto disparou uma série de críticas ao senador petista, reclamando de nunca ter assumido a titularidade do mandato, "amargando oito anos" na suplência.

Outro cálculo que entra na conta: o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), confirmou que será candidato à reeleição ao Senado em 2026. Caso Wagner e Lula sejam reeleitos, avalia-se nos bastidores que Lídice poderia assumir o mandato de senadora em uma eventual licença do petista para ocupar cargo no governo federal.

A movimentação em torno da suplência também tem um efeito colateral que interessa ao PT. Segundo fontes ouvidas pelo portal A TARDE, a saída de Lídice da disputa pela Câmara abriria caminho para dois outros candidatos: o deputado estadual Vitor Bonfim, próximo ao PT, e Lucas Reis, chefe de gabinete de Jaques Wagner e pré-candidato a deputado federal pelo PT.

Levantamento do Instituto Veritá divulgado em abril de 2026 indica Jaques Wagner na liderança da corrida por uma das vagas ao Senado, com 27,2% das intenções de voto. Com duas vagas em disputa, os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, lideram a corrida pelas cadeiras, segundo pesquisa da Séculus Análise e Pesquisa.

No Brasil, o candidato ao Senado registra diretamente dois suplentes junto à Justiça Eleitoral. Os suplentes não recebem votos separados — e assumem o mandato automaticamente caso o senador eleito se afaste por renúncia, morte, cassação ou licença para exercer outro cargo. O primeiro suplente tem prioridade; se ele não puder ou não quiser assumir, a vaga passa ao segundo. Essa regra torna a escolha dos suplentes uma peça estratégica nas negociações entre partidos aliados.

Leia também