O Supremo Tribunal Federal (STF) está no centro de uma nova polêmica, e desta vez quem admitiu o "momento difícil" foi o ministro aposentado Luís Roberto Barroso. A crise envolve dois nomes de peso da Corte, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, e suas ligações com o Banco Master.
A situação ficou complicada depois que vieram à tona supostas mensagens entre Moraes e o dono do banco, Daniel Vorcaro. O ministro nega ter recebido as conversas. Já Toffoli se declarou impedido de julgar o caso após revelar uma sociedade em um negócio com fundos ligados ao empresário.
Em entrevista à GloboNews, Barroso reconheceu que a percepção do público sobre o tribunal é "crítica". "Eu leio jornal, eu vou à farmácia, eu tenho amigos. Portanto, é um momento difícil", declarou o ex-ministro, pedindo cautela antes de qualquer conclusão sobre o caso.
Aproveitando o tema, Barroso voltou a defender uma mudança importante para os futuros ministros: a criação de mandatos fixos. Para ele, o ideal seria um período de 12 anos, em vez do sistema atual que permite a permanência até a aposentadoria compulsória.
Segundo o ministro aposentado, a longa exposição pública se torna "insuportável" com o passar do tempo, afetando não só os magistrados, mas também suas famílias. A proposta é vista como uma forma de diminuir o desgaste e a pressão sobre os membros da mais alta Corte do país.







