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Política

Banco Master pagou R$ 12 milhões a empresa de Otto Alencar Filho, revelam dados da Receita Federal

Documentos mostram repasses milionários para firmas ligadas a políticos baianos de diferentes partidos, incluindo ACM Neto e familiares de Jaques Wagner.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
12 de abril, 2026 · 11:04 2 min de leitura

Documentos da Receita Federal revelaram que a empresa Mollitiam Financeira, que tem como sócio Otto Alencar Filho, recebeu R$ 12 milhões do Banco Master entre os anos de 2022 e 2025. Otto Filho, que já foi deputado federal, é atualmente conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) e filho do senador Otto Alencar.

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Em nota, Otto Alencar Filho explicou que sua participação ocorre por meio da M&A Participação e que os serviços prestados foram devidamente faturados e contabilizados. Ele reforçou que a empresa respeita a legislação e que não atua na administração direta das companhias onde possui ações.

A lista de pagamentos do Banco Master também alcança outros nomes de peso na política baiana. A empresa de consultoria de ACM Neto (União Brasil), ex-prefeito de Salvador, recebeu R$ 5,4 milhões entre 2023 e 2025. Neto afirmou que a relação com o banco ocorreu quando nenhum sócio ocupava cargo público e que prestava análise da agenda política nacional.

Outro repasse expressivo envolve a BN Financeira, ligada a Bonnie Toaldo Bonilha, que é casada com um enteado do senador Jaques Wagner (PT). A empresa recebeu R$ 14 milhões do banco entre 2022 e 2025. A BN Financeira negou qualquer ligação com o senador e afirmou que os valores são referentes a serviços de prospecção de crédito.

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A Receita Federal também identificou pagamentos de R$ 6,2 milhões para a Meta Consultoria, do ex-ministro Ronaldo Bento, ligado a João Roma. O levantamento mostra que a instituição financeira mantinha conexões com figuras influentes tanto do governo quanto da oposição e do centrão.

As relações do Banco Master na Bahia ganharam força com a entrada de Augusto Ferreira Lima na sociedade. Lima, que foi preso na Operação Compliance Zero, expandiu seus negócios no estado após a privatização da Ebal, operando o cartão Credcesta em parceria com o banco.

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