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Política

Bahia publica plano para reduzir letalidade policial 10% a cada semestre

Bahia publica plano para reduzir a letalidade policial 10% a cada semestre por três anos, com metas de resolutividade e ampliação de câmeras corporais.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
23 de outubro, 2025 · 11:47 2 min de leitura
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Governo do Estado da Bahia publicou, na quarta‑feira (22), no Diário Oficial, o Plano de Redução da Letalidade Policial. O documento é fruto do programa Bahia pela Paz, com apoio do Ministério Público do Estado da Bahia, dos Poderes Judiciário e Legislativo e da Defensoria Pública.

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O objetivo é claro: reduzir a letalidade policial em 10% a cada semestre pelos próximos três anos. A proposta foi apresentada um dia antes, na terça‑feira (21), durante reunião do Comitê de Governança do Bahia pela Paz, depois de cerca de dois anos de planejamento e negociações entre as instituições.

O que prevê na prática

Como isso deve funcionar na prática? O plano reúne medidas em várias frentes ao mesmo tempo, com ações operacionais, de investigação e de cuidado com quem atua nas ruas.

  • Criação de protocolos para uso de equipamentos não letais e capacitação de parte do efetivo;
  • Ampliação do uso de câmeras corporais operacionais (CCOs) e maior fiscalização sobre seu emprego;
  • Fortalecimento das investigações sobre mortes decorrentes de intervenção policial, com metas de resolutividade definidas;
  • Intensificação de operações guiadas por inteligência e aprofundamento do exame do poder econômico de organizações criminosas;
  • Criação de um programa de apoio psicológico para policiais que atuam rotineiramente em confrontos, dando continuidade a iniciativas da Polícia Militar.

As metas detalhadas deixam números explícitos. Entre os pontos previstos estão:

  • Alcançar 50% de resolutividade nos inquéritos de mortes por intervenção policial em 2026 e 70% em 2027;
  • Que ao menos 30% do efetivo passe por capacitação para uso de equipamentos não letais;
  • Alinhar os protocolos de uso da força a padrões internacionais.
“A proposta busca aperfeiçoar protocolos, ampliar mecanismos de controle e aumentar a transparência da atuação policial”, disse o promotor e coordenador do Ceosp, Hugo Casciano.
“Trata‑se de um marco para promover o uso qualificado e progressivo da força e para monitorar dados essenciais à preservação da vida”, afirmou o procurador‑geral de Justiça do MP‑BA, Pedro Maia.
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O plano também prevê maior transparência e controle na prática, por exemplo com mais CCOs nas áreas de maior incidência e investigações mais rápidas e completas quando houver mortes envolvendo intervenção policial.

A reunião que apresentou o documento contou com a presença da procuradora‑geral adjunta Norma Cavalcanti e de promotores coordenadores das áreas Criminal, de Direitos Humanos, de Execução Penal, do Júri e de Apoio a Vítimas de Crimes Violentos.

O próprio texto estabelece acompanhamento contínuo das metas e intensificação da fiscalização do uso das câmeras como mecanismo de controle e transparência. Agora cabe monitorar a implementação dessas medidas e verificar os resultados nos próximos semestres.

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