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Política

Bahia ocupa 4º lugar nacional em desapropriação de terras para reforma agrária nos últimos 30 anos

Estado destinou mais de 1,2 milhão de hectares para assentamentos, mas modelo de desapropriação perdeu força

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
25 de março, 2026 · 03:01 1 min de leitura

A Bahia se consolidou como um dos estados mais importantes na política fundiária do Brasil. Segundo dados do Incra, o estado desapropriou 1,26 milhão de hectares entre 1995 e 2025, garantindo a quarta posição no ranking nacional de áreas destinadas ao assentamento de famílias.

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O volume de terras baianas destinadas à reforma agrária só fica atrás do Mato Grosso, Maranhão e da região Sul do Pará. O levantamento, obtido via Lei de Acesso à Informação, mostra que o Nordeste segue como peça-chave na redistribuição de terras no país.

Apesar dos números históricos, o ritmo de novas desapropriações caiu drasticamente. Se em 1995 o Brasil desapropriava mais de 1 milhão de hectares por ano, em 2025 esse número despencou para apenas 13,3 mil hectares, refletindo uma mudança na estratégia do governo federal.

Atualmente, o foco na Bahia mudou da criação de novos assentamentos para a regularização de áreas que já estão ocupadas. Em vez de desapropriar novas fazendas, o Incra tem trabalhado mais na entrega de títulos de reconhecimento de terras para quem já está no local.

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Os dados revelam que o declínio desse modelo começou em 2011, passou por um período de escassez entre 2016 e 2018 e chegou a ser praticamente zerado entre 2019 e 2022. No atual governo Lula, há um ensaio de retomada, mas a prioridade continua sendo a parte documental.

Para os movimentos sociais do campo, essa transição preocupa. Eles avaliam que a reforma agrária deixou de ser "ativa", com a conquista de novos espaços, para se tornar apenas uma legalização de posses antigas, o que interfere no combate à concentração de terras no estado.

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