Novas movimentações no Partido Verde (PV) vêm agitando a base do governo na Bahia. Fontes ouvidas pelo Bahia Notícias apontam que o deputado federal Bacelar e o deputado estadual Vitor Bonfim podem migrar para o Podemos, com olhos voltados para as eleições de 2026.
Segundo essas fontes, a saída dos dois mudaria o cenário para a formação de chapas tanto para a Câmara dos Deputados quanto para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Em outras palavras: o leque de referências do PV no estado ficaria mais curto. Se a mudança se confirmar, permaneceriam como nomes de peso na legenda apenas Marquinhos Viana e Roberto Carlos. Há também relatos de que a filiada Ludmilla Fiscina estaria próxima de trocar de sigla.
O que está em jogo?
Além do impacto nas chapas, a chegada dos deputados ao Podemos teria sido bem recebida pela direção nacional da sigla, segundo interlocutores. Pessoas ligadas ao governo estadual — incluindo o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola — demonstraram apoio às movimentações. Bacelar teria avaliado a proposta e condicionado uma eventual filiação a contrapartidas e à viabilidade política.
A disputa interna ficou mais complexa por causa de outras candidaturas. Nomes como Alice Portugal e Daniel Almeida buscam reeleição, o que aumenta a competição por vagas na federação. A possível candidatura de Olívia Santana (PCdoB) ao Congresso Nacional e o espaço limitado dentro da federação dificultaram ainda mais as negociações.
No momento, o PV estadual contava com apenas um representante na bancada federal: o deputado Raimundo da Pesca, que teria sido informado das movimentações e oferecido apoio parcial. A proximidade de Bacelar com a presidente nacional do Podemos, a deputada Renata Abreu, e o apoio do vereador João Cláudio Bacelar em Salvador foram citados como fatores que reforçam a chance de retorno ao partido.
Integrantes da federação formada por PT, PCdoB e PV dizem que as ações visam fortalecer a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues e eleger um grupo expressivo de parlamentares. Até agora, porém, não há filiações ou composições formalmente confirmadas: todas as definições seguem condicionadas à resolução das disputas internas e à divisão de vagas na federação.







