A assessora parlamentar Adna dos Anjos Cajueiro, que ocupava um cargo no gabinete do senador Jorge Seif (PL-SC), é alvo de uma denúncia de suposto esquema de funcionária fantasma. Desde sua contratação em outubro de 2023, ela recebeu um salário de R$ 31.279,53, um valor que aumentou com o tempo, embora sua presença na equipe seja questionada. Informações apontam que a equipe do senador em Brasília não tinha conhecimento da funcionária, levantando suspeitas sobre sua real atuação.
O jornal Metrópoles destacou que, ao ser questionada, a assessora foi sugerida a trabalhar em outro setor devido à sua ausência frequente. O último aumento salarial de Adna ocorreu em setembro, conforme dados disponíveis na Transparência do Senado. Antes de seu salário elevado, ela atuava como diarista e, em agosto de 2023, negou realizar serviços de faxina, afirmando ter um emprego fixo, mas sem especificar sua função no Senado.
Além de sua atuação no gabinete, Adna é proprietária de uma loja de roupas chamada Atacadão Goiano, estabelecida em julho de 2023 na Feira dos Goianos, em Taguatinga (DF). Recentemente, ela abriu uma segunda unidade da loja em Ceilândia, dois meses após receber um significativo aumento salarial. Embora tenha declarado que criou o CNPJ para ajudar a família, afirmou não ter participação direta na gestão da loja, apesar de registros dela promovendo os produtos nas redes sociais.
Quando solicitada a apresentar seu registro de ponto, a assessoria do senador informou que Adna era dispensada do controle biométrico. Após um novo pedido para acesso ao relatório de jornadas, o gabinete confirmou a dispensa e afirmou que a frequência da servidora era verificada por sistema, mas não enviou os dados solicitados. Adna justificou sua frequência alegando que executa "missões externas" para o senador, afirmando ter a capacidade de realizar suas atividades remotamente.
Após os questionamentos da imprensa, o senador Jorge Seif emitiu uma nota afirmando desconhecer qualquer atividade da servidora além de suas funções no Senado. Ele indicou que pediu a Adna para regularizar sua situação profissional em cinco dias, sob pena de exoneração, uma vez que ser empreendedora poderia ser incompatível com suas funções. O senador reforçou que Adna é servidora de seu gabinete desde seu tempo como ministro da Pesca.







