Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Política

André Mendonça barra acesso da CPI a dados sobre o Banco Master e morte de investigado

Ministro do STF decidiu que informações da Polícia Federal só podem ser compartilhadas após o fim das diligências atuais.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
09 de abril, 2026 · 15:02 1 min de leitura

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da CPI do Crime Organizado para acessar detalhes de uma investigação sigilosa da Polícia Federal. O foco da comissão são supostas fraudes financeiras no Banco Master e as circunstâncias da morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como 'Sicário'.

Publicidade

A solicitação partiu do senador Fabiano Contarato, que preside a CPI. O parlamentar buscava cruzar dados da Operação Compliance Zero com os trabalhos do Legislativo, mas Mendonça barrou o compartilhamento imediato dos documentos sob sua relatoria.

Na decisão, o ministro argumentou que o caso ainda está em fase ativa de diligências pela PF. Segundo o magistrado, abrir os dados agora poderia prejudicar o andamento dos trabalhos policiais, mas garantiu que as informações poderão ser liberadas assim que o inquérito for concluído.

O caso envolve figuras de peso no setor financeiro, como o banqueiro Daniel Vorcaro, a quem o falecido Luiz Phillipi era ligado. A morte de 'Sicário' é um dos pontos mais sensíveis da investigação, tendo ocorrido dentro de uma unidade da Polícia Federal.

Publicidade

Luiz Phillipi havia sido preso no início de março deste ano. Apenas dois dias após ser detido, ele foi encontrado morto na carceragem da Superintendência da PF em Minas Gerais. A defesa do acusado confirmou na época que ele tirou a própria vida.

A CPI agora aguarda o desfecho das apurações da Polícia Federal para tentar, novamente, ter acesso ao conteúdo que pode revelar a estrutura e o funcionamento de organizações criminosas que atuam no sistema financeiro nacional.

Leia também