O clima esquentou de vez em Brasília. O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) foi à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) para denunciar Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). O motivo é a acusação feita pela dupla de que Gaspar teria cometido crimes graves, como estupro de vulnerável e manutenção de trabalho escravo.
Gaspar não ficou parado e chamou as acusações de criminosas e infames. O parlamentar afirmou que está à disposição para qualquer prova, inclusive exames de DNA, e já pediu a cassação e a prisão dos colegas por denunciação caluniosa. Para reforçar sua defesa, ele apresentou um teste de paternidade e o depoimento de uma mulher que nega ser filha dele fruto de um crime.
Do outro lado, Lindbergh e Soraya sustentam que Gaspar teria engravidado uma adolescente de 13 anos no passado e pagado R$ 400 mil para abafar o caso. O deputado petista também alega que a vítima teria trabalhado sem salário na casa de Gaspar, o que configuraria escravidão. Lindbergh diz que entregou gravações e nomes de supostas vítimas à Polícia Federal.
A briga saiu das redes sociais e agora vai ser decidida no Conselho de Ética da Câmara. O partido Novo também entrou na jogada contra Lindbergh, acusando o petista de quebra de decoro por ter chamado o colega de estuprador durante uma sessão oficial. Enquanto a PF investiga, a política nacional aguarda os próximos capítulos dessa confusão que parou o Congresso.







