O deputado estadual Adolfo Menezes abriu o jogo sobre a crise que rachou o PSD na Bahia e resultou na saída do senador Angelo Coronel da base do governo. Segundo Menezes, o senador Otto Alencar, que mantinha uma relação de irmandade com Coronel, sentiu profundamente o desfecho negativo da aliança.
A confusão interna começou pela disputa de espaço nas chapas majoritárias. Com apenas duas vagas disponíveis para o Senado e três nomes de peso interessados, o clima nos bastidores azedou. Adolfo revelou que tentou acalmar os ânimos e pediu para Coronel evitar ataques públicos, mas o esforço não foi suficiente para manter a união.
A saída da família Coronel do grupo liderado pelo PT foi marcada por trocas de farpas e exposição nas redes sociais. Para Adolfo, a situação foi lamentável, já que até o governador Jerônimo Rodrigues e o senador Jaques Wagner tentaram intervir pessoalmente para evitar o rompimento, sem sucesso.
Agora filiado ao Republicanos e oficialmente na oposição, Angelo Coronel também teve sua postura ideológica questionada. Menezes comentou sobre os boatos de que o senador seria apoiador de Jair Bolsonaro, afirmando que o próprio Coronel acabou confessando essa afinidade política recentemente.
Adolfo comparou a postura de Coronel com a de Rui Costa em eleições passadas. Ele lembrou que o ex-governador abriu mão de interesses pessoais para manter a unidade do grupo, algo que, na visão do deputado, não aconteceu desta vez na disputa pelas vagas ao Senado.







