O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), decidiu recalcular a rota de sua pré-campanha ao governo da Bahia. Agora, o político adota uma postura mais leve e menos agressiva, estratégia semelhante ao famoso 'Lulinha paz e amor' que marcou a eleição presidencial de 2002.
A mudança visual e de discurso acontece após a chegada do marqueteiro João Santana ao grupo. O objetivo é claro: suavizar a imagem de Neto para conquistar o eleitor que gosta do presidente Lula, mas que está insatisfeito com a gestão estadual do PT sob o comando de Jerônimo Rodrigues.
Enquanto ACM Neto mantém o tom moderado em eventos públicos, como visto recentemente em Feira de Santana, a função de atacar o governo ficou para os aliados. Políticos próximos ao ex-prefeito agora atuam como 'cães de guarda', disparando as críticas mais pesadas para poupar o pré-candidato de desgastes diretos.
Um exemplo claro dessa divisão de tarefas foi a reação do prefeito de Salvador, Bruno Reis. Ele subiu o tom contra o governador Jerônimo e o presidente Lula após o cancelamento de uma agenda oficial, usando frases fortes para agradar a ala antipetista enquanto Neto permanecia em uma posição mais diplomática.
Essa nova tática busca evitar o confronto direto com figuras de grande apelo popular. Ao terceirizar o embate político, ACM Neto tenta reduzir sua rejeição e focar em propostas, deixando o 'trabalho sujo' das redes sociais e palanques para sua base de apoio.
A estratégia será testada nos próximos meses para saber se a moderação conseguirá furar a bolha da polarização na Bahia. A aposta é que, ao parecer menos combativo, o candidato do União Brasil consiga transitar melhor entre diferentes perfis de eleitores no estado.







