O cenário político baiano esquentou com o lançamento antecipado da chapa de ACM Neto (União) para o Governo do Estado. Em evento realizado em Feira de Santana, o ex-prefeito de Salvador sinalizou uma mudança de estratégia ao escolher Zé Cocá (PP), atual prefeito de Jequié, como seu pré-candidato a vice.
A escolha por Feira de Santana não foi por acaso. Neto busca fortalecer sua base no interior da Bahia, área onde teve dificuldades na última eleição. O grupo conta ainda com o apoio de José Ronaldo e nomes como João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos) para a disputa das cadeiras no Senado.
No plano nacional, o palanque de ACM Neto deve se alinhar à candidatura de Ronaldo Caiado à presidência. Com isso, o político baiano precisará equilibrar sua imagem diante da aproximação com setores da direita e do bolsonarismo, representados pela aliança com o PL de Flávio Bolsonaro.
Enquanto a oposição fazia festa, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) agiu nos bastidores para evitar rachas em sua base aliada. O petista se reuniu com lideranças como Geddel Vieira Lima e Otto Alencar, tentando resolver impasses sobre a permanência de Geraldo Jr. na chapa majoritária.
Para tentar dividir as atenções e frear o impacto do anúncio adversário, o Governo do Estado anunciou a adesão a um programa federal que subsidia o diesel em R$ 1,20. A medida visa conter o desgaste causado pela alta dos combustíveis e dar uma resposta rápida ao eleitorado.
Com o prazo final para filiações se aproximando, a movimentação deste início de semana mostra que a disputa pelo Palácio de Ondina já começou de fato. Para o cidadão, resta acompanhar como essas alianças vão influenciar os serviços e a economia do estado nos próximos meses.







