Última hora
PMPA - 5736
Política

Abin aponta riscos à democracia e soberania digital do Brasil

Relatório da Abin destaca riscos cibernéticos e desinformação que ameaçam eleições e soberania digital do Brasil em 2026.

Redação ChicoSabeTudo
02 de dezembro, 2025 · 14:18 1 min de leitura
Imagem: Governo Federal
Imagem: Governo Federal

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) divulgou um relatório que aponta desafios significativos para a democracia e a soberania digital do Brasil em 2026, ano das próximas eleições gerais. O documento, intitulado “Desafios de Inteligência Edição 2026”, destaca principalmente questões como a segurança eleitoral e o risco de ataques cibernéticos impulsionados por inteligência artificial, que podem comprometer a integridade do processo eleitoral.

Publicidade

O relatório categoriza os desafios das eleições de 2026 como “complexos e multifacetados”, alertando para a possibilidade de deslegitimação das instituições democráticas devido à disseminação de desinformação e à manipulação de massas. Além disso, menciona que o crime organizado e interferências externas podem ameaçar ainda mais a integridade do pleito.

Durante o lançamento do relatório, Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Abin, destacou que as lições aprendidas com o ataque aos Três Poderes em 2023 ilustram a urgência de implementar medidas de proteção para as eleições futuras.

O documento também enfatiza a rápida evolução da inteligência artificial, que pode ser utilizada como uma ferramenta autônoma em ataques cibernéticos, aumentando o potencial de conflitos. A dependência de tecnologias estrangeiras e a concentração de poder nas big techs também foram apontadas como riscos à autonomia brasileira.

Publicidade

Além dos aspectos tecnológicos, o relatório menciona preocupações em relação às mudanças climáticas e suas consequências para o Brasil, incluindo o desmatamento e a redução dos rios voadores, que têm um papel crucial no transporte de umidade. Em um cenário de incertezas, a Abin conclama o Estado brasileiro a intensificar esforços para conservar a segurança energética e equilibrar a dependência das cadeias globais de suprimento.

Leia também