Um crime foi registrado na Cidade Estrutural, no Distrito Federal, na tarde de sexta-feira (21). Rafaela Marinho, de apenas 7 anos, foi morta asfixiada pela madrasta, Iraci Bezerra dos Santos Cruz, de 43 anos. A autora do crime apresentou-se voluntariamente à 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural), onde confessou o assassinato, alegando ter agido por uma "vontade repentina" após um acesso de ciúmes.
De acordo com o depoimento prestado às autoridades, Iraci afirmou ter "perdido o controle" quando a enteada disse que preferia morar com uma vizinha do que com ela. Em um ato de violência, a mulher utilizou um cinto para enforcar a criança dentro da residência onde viviam, no Setor Oeste da região administrativa. A suspeita relatou à polícia que estava sob efeito de álcool e drogas no momento do ocorrido.
Rafaela vivia em regime de guarda compartilhada. A menina residia habitualmente com a mãe, Fabiana Marinho, em Valparaíso de Goiás, mas estava na casa do pai desde o início da semana para concluir o ano letivo escolar, previsto para terminar em 10 de dezembro. Relatos de familiares indicam que a criança já havia manifestado resistência em retornar para a casa do pai e feito queixas sobre o comportamento da madrasta, incluindo uma acusação anterior de tentativa de envenenamento contra o companheiro.
A mãe da vítima, Fabiana, relatou que sua última conversa com a filha ocorreu na quinta-feira (20), quando a menina pediu para voltar para casa. Fabiana planejava buscar Rafaela na sexta-feira, mas, ao chegar ao local, encontrou a filha já sem vida. O pai da menina, Ivanei Matos, teria enviado uma mensagem à ex-mulher logo após o crime pedindo perdão.
Investigações preliminares revelaram que Iraci Bezerra já possuía um mandado de prisão em aberto no estado do Pará, acusada de homicídio contra um ex-companheiro. Na ocasião, ela teria fugido para Brasília após o crime. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) enquadrou o caso atual como feminicídio, baseando-se na Lei Henry Borel, que endurece as penas para crimes contra crianças e adolescentes no ambiente doméstico.
Iraci Bezerra dos Santos Cruz permanece presa na carceragem da PCDF e aguarda a audiência de custódia que definirá a manutenção de sua prisão preventiva. Se condenada, a pena pelo crime pode chegar a 40 anos de reclusão.







