O Governo Federal deflagrou, na segunda-feira (18), a 11ª fase da Operação Mute, realizada simultaneamente em presídios de 15 estados brasileiros. A ação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), integra o programa federal Brasil Contra o Crime Organizado.
A iniciativa tem como principal objetivo retirar celulares e outros itens proibidos das unidades prisionais, interrompendo comunicações ilícitas realizadas de dentro dos presídios. Segundo o governo federal, a estratégia pretende dificultar a articulação de crimes fora dos estabelecimentos penais.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, justificou a ofensiva: "Combater a comunicação ilícita nos presídios é fundamental no processo de asfixia do crime organizado, uma das diretrizes da nossa gestão."
A operação acontece com revistas nas celas para identificar e retirar aparelhos celulares e outros materiais ilícitos. Em todo o país, as ações contam com equipamentos como scanners corporais, raio-X, drones e bloqueadores de sinal, ampliando a capacidade de fiscalização dentro das unidades prisionais. Segundo informações divulgadas pela Senappen, o investimento em tecnologia e equipamentos especializados somou R$ 59 milhões.
A Operação Mute existe desde 2023. Desde o início, os resultados das dez fases já realizadas incluem a retirada de 7.966 aparelhos celulares de dentro das unidades prisionais em todo o país. Ao todo, mais de 38 mil policiais penais participaram das operações e mais de 37 mil celas foram revistadas.
A Bahia já sentiu os efeitos da operação em edições anteriores. A Secretaria Nacional de Políticas Penais, em atuação conjunta com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), deflagrou em Salvador a 1ª fase da Operação Mute em edição estadual, entre os dias 22 e 24 de abril de 2026, abrangendo nove unidades prisionais da capital baiana.
Durante os trabalhos, equipes de policiais penais estaduais e federais realizam inspeções detalhadas nas celas, com foco na apreensão de materiais ilícitos e na desarticulação de possíveis ações criminosas. As revistas contam com apoio de tecnologia e são guiadas por estratégias de inteligência, o que permite maior precisão nas abordagens e aumenta a segurança das intervenções.
Em operações passadas, os resultados no estado foram expressivos. Uma varredura no Conjunto Penal de Feira de Santana, o maior do estado com 1.800 internos custodiados, resultou na apreensão de 60 celulares, quase 2,4 kg de drogas, 105 objetos perfurocortantes, chips, pen drives, carregadores e fones de ouvido, entre outros materiais.
Além dos aparelhos eletrônicos, as revistas também identificam outras irregularidades dentro das penitenciárias. Segundo o Ministério da Justiça, mais de 38 mil policiais penais estaduais participaram das operações ao longo das diferentes fases da iniciativa. O governo federal afirma que as ações devem ser ampliadas nos próximos meses, com reforço da integração entre as polícias penais estaduais e a União no combate às facções criminosas.







