Uma ex-professora da Unicamp é investigada pelo furto de amostras dos vírus H1N1 e H3N2, causadores da gripe tipo A. Os materiais foram retirados sem autorização de um laboratório de segurança máxima e ficaram desaparecidos por cerca de 40 dias até serem localizados pela Polícia Federal.
A pesquisadora Soledad Palameta Miller responde ao processo em liberdade. Ela é acusada de furto, colocar a saúde pública em risco e realizar o transporte irregular de material geneticamente modificado. O marido da professora, Michael Edward Miller, também está sob investigação da PF.
As amostras foram encontradas a apenas 350 metros do local de origem, escondidas na Faculdade de Engenharia de Alimentos e em laboratórios do Instituto de Biologia. Além dos vírus da gripe humana, materiais virais de origem suína também faziam parte do lote levado pela ex-docente.
O material estava armazenado em uma área de biossegurança nível 3, o patamar mais alto atualmente disponível no Brasil para estudos de agentes infecciosos. Apesar do susto, a Polícia Federal garantiu que não houve contaminação externa e que todos os vírus permaneceram dentro do campus universitário.
Atualmente, todas as amostras recuperadas estão sob a guarda do Ministério da Agricultura e Pecuária. O órgão mantém sigilo sobre outros tipos de vírus que podem ter sido envolvidos no incidente, além dos já confirmados H1N1 e H3N2.
Especialistas da Unicamp explicam que esses vírus oferecem risco moderado para o ambiente e trabalhadores, sendo classificados no nível 2 de biossegurança. O caso segue sob investigação para apurar as motivações da ex-professora e as falhas nos protocolos de segurança da instituição.







