Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Vírus H1N1 e H3N2 foram furtados de laboratório de alta segurança na Unicamp

Materiais biológicos ficaram desaparecidos por 40 dias e foram recuperados pela Polícia Federal em outra faculdade.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
26 de março, 2026 · 01:40 1 min de leitura

Uma ex-professora da Unicamp é investigada pelo furto de amostras dos vírus H1N1 e H3N2, causadores da gripe tipo A. Os materiais foram retirados sem autorização de um laboratório de segurança máxima e ficaram desaparecidos por cerca de 40 dias até serem localizados pela Polícia Federal.

Publicidade

A pesquisadora Soledad Palameta Miller responde ao processo em liberdade. Ela é acusada de furto, colocar a saúde pública em risco e realizar o transporte irregular de material geneticamente modificado. O marido da professora, Michael Edward Miller, também está sob investigação da PF.

As amostras foram encontradas a apenas 350 metros do local de origem, escondidas na Faculdade de Engenharia de Alimentos e em laboratórios do Instituto de Biologia. Além dos vírus da gripe humana, materiais virais de origem suína também faziam parte do lote levado pela ex-docente.

O material estava armazenado em uma área de biossegurança nível 3, o patamar mais alto atualmente disponível no Brasil para estudos de agentes infecciosos. Apesar do susto, a Polícia Federal garantiu que não houve contaminação externa e que todos os vírus permaneceram dentro do campus universitário.

Publicidade

Atualmente, todas as amostras recuperadas estão sob a guarda do Ministério da Agricultura e Pecuária. O órgão mantém sigilo sobre outros tipos de vírus que podem ter sido envolvidos no incidente, além dos já confirmados H1N1 e H3N2.

Especialistas da Unicamp explicam que esses vírus oferecem risco moderado para o ambiente e trabalhadores, sendo classificados no nível 2 de biossegurança. O caso segue sob investigação para apurar as motivações da ex-professora e as falhas nos protocolos de segurança da instituição.

Leia também