Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Justiça condena viúvo e comparsas a mais de 30 anos de prisão pela morte da cantora Sara Freitas

Ederlan Mariano foi apontado como o mentor do crime; jurados em Dias D’Ávila reconheceram crueldade e emboscada contra a artista gospel.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
26 de março, 2026 · 09:05 1 min de leitura

O Tribunal do Júri de Dias D’Ávila condenou, nesta quarta-feira (25), o viúvo Ederlan Santos Mariano e outros dois homens pelo assassinato da cantora gospel Sara Freitas. As penas aplicadas ultrapassam os 30 anos de reclusão, após os jurados reconhecerem o crime como feminicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e emboscada.

Publicidade

Ederlan Mariano recebeu a maior sentença, fixada em 34 anos e cinco meses de prisão. Victor Gabriel Oliveira Neves foi condenado a 33 anos e dois meses, enquanto Weslen Pablo Correia de Jesus recebeu 28 anos e seis meses. A pena de Weslen foi um pouco menor porque ele confessou sua participação durante o julgamento.

O crime aconteceu em outubro de 2023, quando Sara foi atraída para uma cilada sob a falsa promessa de participar de um evento religioso. Segundo as investigações, a cantora foi morta com 22 facadas na entrada do povoado Leandrinho. Para tentar apagar os rastros, os criminosos queimaram o corpo da vítima.

O Ministério Público da Bahia sustentou que o grupo agiu de forma organizada e com divisão de tarefas. A motivação envolvia promessas de pagamento em dinheiro e interesses ligados à carreira artística. Além do assassinato, os réus responderam por ocultação de cadáver e associação criminosa.

Publicidade

A investigação apontou Ederlan como o mentor intelectual de toda a ação. Ele e os comparsas planejaram o ataque que dificultou qualquer chance de defesa da artista. Um quarto envolvido no caso, Gideão Duarte de Lima, já havia sido condenado anteriormente a 20 anos de prisão por ajudar na emboscada.

Leia também