O Tribunal do Júri de Dias D’Ávila condenou, nesta quarta-feira (25), o viúvo Ederlan Santos Mariano e outros dois homens pelo assassinato da cantora gospel Sara Freitas. As penas aplicadas ultrapassam os 30 anos de reclusão, após os jurados reconhecerem o crime como feminicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e emboscada.
Ederlan Mariano recebeu a maior sentença, fixada em 34 anos e cinco meses de prisão. Victor Gabriel Oliveira Neves foi condenado a 33 anos e dois meses, enquanto Weslen Pablo Correia de Jesus recebeu 28 anos e seis meses. A pena de Weslen foi um pouco menor porque ele confessou sua participação durante o julgamento.
O crime aconteceu em outubro de 2023, quando Sara foi atraída para uma cilada sob a falsa promessa de participar de um evento religioso. Segundo as investigações, a cantora foi morta com 22 facadas na entrada do povoado Leandrinho. Para tentar apagar os rastros, os criminosos queimaram o corpo da vítima.
O Ministério Público da Bahia sustentou que o grupo agiu de forma organizada e com divisão de tarefas. A motivação envolvia promessas de pagamento em dinheiro e interesses ligados à carreira artística. Além do assassinato, os réus responderam por ocultação de cadáver e associação criminosa.
A investigação apontou Ederlan como o mentor intelectual de toda a ação. Ele e os comparsas planejaram o ataque que dificultou qualquer chance de defesa da artista. Um quarto envolvido no caso, Gideão Duarte de Lima, já havia sido condenado anteriormente a 20 anos de prisão por ajudar na emboscada.







