A violência armada segue fazendo vítimas em Salvador, na Bahia, e na sua região metropolitana, mostrando um cenário preocupante onde pessoas comuns são atingidas em momentos de lazer e no dia a dia. Um relatório recente do Instituto Fogo Cruzado trouxe à tona que, só em janeiro deste ano, 11 civis foram baleados em locais públicos, sem estarem envolvidos em confrontos diretos. Esse dado preocupante se soma a um total de 101 tiroteios, que deixaram 73 mortos e 18 feridos na capital e arredores durante o mesmo mês.
Ataques em locais públicos chocam a população
O estudo do Fogo Cruzado, que monitora a violência armada, destacou que a maior parte das vítimas civis foi registrada em um único dia. No dia 15 de janeiro, durante a tradicional Lavagem do Bonfim, a alegria da festa foi interrompida por um ataque. Na região do Comércio, mais precisamente na localidade de Água de Meninos, oito pessoas foram baleadas. Dessa tragédia, um homem morreu e sete ficaram feridas, incluindo três mulheres. Este episódio mostra como a violência pode invadir até mesmo celebrações importantes para a cultura baiana, atingindo quem estava apenas aproveitando o momento.
Outro incidente grave aconteceu no dia 27 de janeiro, em um bar no bairro da Boca do Rio, na localidade do Cajueiro. Ali, três pessoas foram vítimas de um ataque: uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas. São casos que reforçam a percepção de que estar em espaços públicos, seja em um evento popular ou em um simples bar, infelizmente, não garante segurança total diante do avanço da violência.
Violência dentro de casa quase dobra em um ano
Além dos ataques que acontecem nas ruas, o relatório do Instituto Fogo Cruzado também acende um alerta para a escalada da violência dentro das próprias casas. Os números são assustadores: em janeiro de 2025, oito pessoas morreram em ocorrências desse tipo. No entanto, em janeiro de 2026, esse número saltou para 15 mortos, quase o dobro em comparação com o ano anterior. Esse dado sugere que o problema da segurança está se infiltrando em espaços que deveriam ser de refúgio e proteção, expondo as famílias a riscos ainda maiores.
Os dados de janeiro mostram um cenário complexo e desafiador para a segurança pública em Salvador e região metropolitana. O aumento dos tiroteios, o número alto de mortos e feridos e, principalmente, o fato de civis serem cada vez mais vítimas em locais públicos e dentro de suas residências, reforçam a urgência de estratégias eficazes para proteger a população e garantir o direito à segurança e ao lazer sem medo.






