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Polícia Civil interdita camarote e bloqueia R$ 230 milhões em operação contra rifeiros na Bahia

Polícia Civil da Bahia interdita Camarote 305 no Carnaval de Salvador e bloqueia R$ 230 milhões em operação contra lavagem de dinheiro de rifas ilegais.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
11 de fevereiro, 2026 · 18:46 2 min de leitura

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quarta-feira (11), a Operação Falsas Promessas 3, uma ação focada em combater a lavagem de dinheiro e crimes relacionados a rifas ilegais na internet. O resultado imediato da operação foi a suspensão de um camarote no Carnaval de Salvador, o Camarote 305, que fica na Barra. Além disso, foram bloqueados bens que somam impressionantes R$ 230 milhões e apreendida uma aeronave avaliada em mais de R$ 10 milhões.

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As investigações apontaram que o Camarote 305 era usado por uma organização criminosa para esconder e disfarçar o dinheiro sujo vindo da exploração ilegal de rifas online. Por conta dessas fortes evidências, a Justiça agiu rápido e determinou que o espaço fosse fechado imediatamente, às vésperas da maior festa popular do estado.

A Operação Falsas Promessas 3 mirou 13 pessoas envolvidas com o esquema, cumprindo mandados de busca e apreensão em várias cidades. A polícia esteve em Feira de Santana, na Bahia, e em Salvador, também na Bahia, além de São Bernardo do Campo, São Paulo e Camaçari. O objetivo foi recolher aparelhos eletrônicos, documentos e qualquer outro material que possa servir como prova.

Um dos endereços visitados pelos agentes foi o do influenciador digital Diogo 305, que é conhecido por suas rifas e é dono do camarote interditado. A aeronave de luxo apreendida, avaliada em mais de dez milhões de reais, é vista como um dos bens adquiridos com o dinheiro dos crimes e era usada pelos envolvidos para se locomoverem e esconderem seus patrimônios.

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Com o bloqueio de capitais dos investigados e a apreensão de bens valiosos, a Polícia Civil reforça o compromisso de desarticular grupos criminosos que usam a internet para enganar pessoas e lavar dinheiro. A ação na Bahia é um lembrete de que a justiça está atenta, mesmo em meio à agitação do Carnaval.

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