Um homem de 46 anos morreu após passar mal dentro de um armazém da Amazon em Oregon, nos Estados Unidos. O caso gerou revolta entre os funcionários, que afirmam ter recebido ordens para continuar trabalhando enquanto o colega ainda estava caído no chão da unidade.
O trabalhador atuava em uma função que exige grande esforço físico, transportando caixas pesadas por longos corredores. Segundo testemunhas, ele desmaiou no setor de carregamento com um sangramento na cabeça. A gerência teria orientado os demais trabalhadores a não olharem para a cena e seguirem com as tarefas.
A operação só foi interrompida cerca de duas horas após o colapso do funcionário. Colegas de trabalho denunciaram que o ambiente estava abafado e muito quente, já que cortinas instaladas para reduzir o barulho das máquinas acabaram bloqueando a circulação do ar no prédio.
A Amazon informou que órgãos de fiscalização consideraram que a morte não teve relação com a atividade profissional. No entanto, o histórico da unidade aponta que queixas sobre o calor excessivo são registradas há pelo menos cinco anos.
Dados de segurança mostram que os centros de distribuição da gigante do varejo registram acidentes graves em uma taxa duas vezes maior que a média do setor. Em 2018, uma investigação apontou que 26% dos funcionários daquela unidade específica já haviam sofrido algum tipo de lesão.
Em sua defesa, a Amazon declarou que investiu bilhões de dólares em melhorias de segurança nos últimos anos e que reduziu a taxa de incidentes globais. A empresa também afirmou ter oferecido suporte psicológico aos funcionários que presenciaram a morte do colega.







