O Ministério Público da Bahia (MP-BA) acionou a Justiça em mais de 10 mil casos de violência doméstica entre março de 2025 e março de 2026. O balanço aponta um crescimento preocupante em comparação ao período anterior, quando foram registradas pouco mais de 8 mil denúncias no estado.
Além das agressões físicas e psicológicas diárias, a violência extrema também deixou marcas graves: foram oferecidas 247 denúncias criminais por feminicídio. Segundo o MP-BA, a maioria das mortes acontece porque as mulheres tentam encerrar relacionamentos abusivos.
A Justiça baiana também foi acionada para garantir a segurança imediata das vítimas. No mesmo intervalo de um ano, os promotores se manifestaram em quase 28 mil pedidos de medidas protetivas, que visam afastar o agressor do convívio com a mulher.
A promotora Sara Gama, coordenadora do núcleo de defesa das mulheres, ressaltou que os números representam tragédias reais, com famílias destruídas e crianças órfãs. Ela reforça que o trabalho do órgão vai além de punir, buscando conscientizar a sociedade para evitar que o crime aconteça.
Como parte das ações de prevenção, o projeto 'Luto por Elas' levou debates sobre a Lei Maria da Penha e o machismo para escolas em diversas cidades baianas. O foco é orientar jovens entre 14 e 18 anos para que identifiquem sinais de abuso e não reproduzam comportamentos violentos.
Para as mulheres que precisam de ajuda, o Ministério Público oferece atendimento jurídico e suporte psicossocial através de seus núcleos especializados, encaminhando as vítimas para a rede de proteção e acolhimento.







