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Suspeitos da morte de ex-delegado Ruy Ferraz são presos em São Paulo

Três suspeitos de serem os mandantes do assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes foram presos nesta terça-feira em São Paulo. Entre eles, um líder do PCC, apontado como o idealizador da vingança.

Redação ChicoSabeTudo
13 de janeiro, 2026 · 19:47 2 min de leitura
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo deu um passo importante na elucidação de um crime brutal que chocou o estado. Nesta terça-feira (13), três suspeitos de terem sido os mandantes do assassinato do delegado Ruy Ferraz Fontes foram presos. Ferraz foi morto a tiros de fuzis em setembro de 2025, na cidade de Praia Grande, na Baixada Santista.

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A investigação aponta que a motivação do crime foi vingança, ligada à atuação de Ruy Ferraz na Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Ele, que tinha 64 anos quando morreu, era uma figura conhecida e respeitada na polícia paulista.

Quem são os suspeitos e como agiram

Entre os presos está Fernando Gonçalves dos Santos, conhecido como “Azul”, apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele tem um histórico criminal extenso e foi detido na Baixada Santista.

Além de “Azul”, a Polícia Civil também localizou outros dois homens envolvidos na trama: “Velhote” e “Manoelzinho”. “Velhote” foi preso em Jundiaí, no interior de São Paulo, enquanto “Manoelzinho” foi detido em Caraguatatuba, no litoral paulista.

  • Fernando Gonçalves dos Santos (“Azul”): Líder do PCC, mandante principal, preso na Baixada Santista. Acreditava-se que o crime seria uma retaliação pela atuação de Ferraz.
  • “Velhote”: Responsável pelo apoio logístico e financeiro. Ele teria pago Umberto Alberto Gomes, que é apontado como um dos atiradores. Detido em Jundiaí.
  • “Manoelzinho”: Encarregado de monitorar o ex-delegado no dia em que foi executado. Capturado em Caraguatatuba.

Vingança por transferência de presos

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A motivação por trás da morte de Ruy Ferraz estaria ligada a eventos de 2019. Naquele ano, durante sua gestão como delegado geral, Ferraz teve um papel crucial na transferência de líderes do PCC, incluindo o próprio “Azul”, da Penitenciária de Presidente Venceslau para presídios federais. Essa ação foi um pedido do Ministério Público (MPSP) e visava desarticular o comando da facção criminosa dentro dos presídios estaduais.

Após ser transferido, “Azul” cumpriu pena em Mossoró, no Rio Grande do Norte, e deixou o presídio apenas no mês passado, o que reforça a tese de vingança planejada. A prisão dos suspeitos representa um avanço significativo para as autoridades, buscando justiça pela morte de um ex-delegado que dedicou sua vida à segurança pública.

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