A Polícia Civil de São Paulo deu um passo importante na elucidação de um crime brutal que chocou o estado. Nesta terça-feira (13), três suspeitos de terem sido os mandantes do assassinato do delegado Ruy Ferraz Fontes foram presos. Ferraz foi morto a tiros de fuzis em setembro de 2025, na cidade de Praia Grande, na Baixada Santista.
A investigação aponta que a motivação do crime foi vingança, ligada à atuação de Ruy Ferraz na Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Ele, que tinha 64 anos quando morreu, era uma figura conhecida e respeitada na polícia paulista.
Quem são os suspeitos e como agiram
Entre os presos está Fernando Gonçalves dos Santos, conhecido como “Azul”, apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele tem um histórico criminal extenso e foi detido na Baixada Santista.
Além de “Azul”, a Polícia Civil também localizou outros dois homens envolvidos na trama: “Velhote” e “Manoelzinho”. “Velhote” foi preso em Jundiaí, no interior de São Paulo, enquanto “Manoelzinho” foi detido em Caraguatatuba, no litoral paulista.
- Fernando Gonçalves dos Santos (“Azul”): Líder do PCC, mandante principal, preso na Baixada Santista. Acreditava-se que o crime seria uma retaliação pela atuação de Ferraz.
- “Velhote”: Responsável pelo apoio logístico e financeiro. Ele teria pago Umberto Alberto Gomes, que é apontado como um dos atiradores. Detido em Jundiaí.
- “Manoelzinho”: Encarregado de monitorar o ex-delegado no dia em que foi executado. Capturado em Caraguatatuba.
Vingança por transferência de presos
A motivação por trás da morte de Ruy Ferraz estaria ligada a eventos de 2019. Naquele ano, durante sua gestão como delegado geral, Ferraz teve um papel crucial na transferência de líderes do PCC, incluindo o próprio “Azul”, da Penitenciária de Presidente Venceslau para presídios federais. Essa ação foi um pedido do Ministério Público (MPSP) e visava desarticular o comando da facção criminosa dentro dos presídios estaduais.
Após ser transferido, “Azul” cumpriu pena em Mossoró, no Rio Grande do Norte, e deixou o presídio apenas no mês passado, o que reforça a tese de vingança planejada. A prisão dos suspeitos representa um avanço significativo para as autoridades, buscando justiça pela morte de um ex-delegado que dedicou sua vida à segurança pública.







