Um homem que tentava visitar um interno no Conjunto Penal Masculino de Salvador, na Bahia, foi impedido de entrar na unidade após ser pego com uma lista de itens proibidos. O flagrante aconteceu graças ao BodyScan, um escâner corporal usado pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), que detectou os objetos escondidos.
Entre os materiais encontrados, o mais notável era a tadalafila, um remédio usado para disfunção erétil. Além dele, o homem carregava paracetamol, Binotal, uma pomada para massagem e outros produtos que não são permitidos dentro da prisão. Ele tentou esconder todos esses itens dentro da cueca, na esperança de que não seriam descobertos durante a revista.
Como a Segurança Prisional Funcionou
A descoberta aconteceu quando o visitante, pai de um dos internos, passou pelo procedimento padrão de segurança. O BodyScan, que é um equipamento de alta tecnologia, conseguiu "ver" os objetos escondidos no corpo do homem, mesmo ele tentando burlar o sistema de fiscalização. Assim que o equipamento identificou algo incomum, o homem foi confrontado e, então, entregou voluntariamente todos os materiais que estava carregando.
A Seap faz questão de lembrar que é proibido levar qualquer tipo de medicamento para dentro das unidades prisionais do estado. A única exceção é quando o remédio já está registrado no prontuário do interno e tem a autorização explícita das autoridades responsáveis. Essa regra é fundamental para manter a ordem, a segurança e a saúde de todos que estão no presídio, evitando a entrada de substâncias não controladas ou ilícitas.
Consequências do Flagrante
Diante da situação, todas as informações foram registradas, e as medidas administrativas cabíveis foram tomadas. A ação está de acordo com as regras de segurança e os procedimentos internos da unidade prisional. Além disso, foi aberto um Processo Administrativo Disciplinar para apurar o caso. Se ele for considerado culpado de tentar burlar as regras, poderá ser retirado da lista de pessoas autorizadas a fazer visitas, perdendo o direito de ver o filho na prisão.
"A segurança nas unidades prisionais é uma prioridade, e o uso de tecnologias como o BodyScan tem sido crucial para identificar tentativas de entrada de materiais proibidos. Nossas regras são claras e visam proteger tanto os internos quanto os servidores", explicou um representante da Seap, reforçando a importância da fiscalização rigorosa.
Este episódio reforça a vigilância constante nas prisões baianas e a importância dos equipamentos de segurança para garantir que apenas itens permitidos entrem no sistema penitenciário.







