O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa de Mayana Cerqueira da Silva, esposa do deputado estadual Binho Galinha, e do policial militar Allan Silva e Silva. Ambos são investigados na Operação El Patrón, que apura a existência de uma organização criminosa armada atuante no estado.
A decisão foi assinada pelo ministro Joel Ilan Paciornik, que não encontrou motivos ilegais que justificassem a soltura urgente dos suspeitos. Com isso, eles seguem em prisão preventiva até que o mérito do Habeas Corpus seja julgado de forma definitiva pelo tribunal superior.
As investigações apontam que o policial militar Allan Silva e Silva seria uma peça importante no chamado "braço armado" do grupo. A organização é suspeita de lucrar com práticas criminosas como agiotagem, extorsão, jogo do bicho, receptação de produtos roubados e lavagem de dinheiro.
Para a Justiça baiana, o PM exercia uma função estratégica, sendo responsável pela segurança do líder e pela execução de ordens mediante violência. O fato de ele ser um agente de segurança pública pesou na manutenção da prisão, sob o argumento de que sua liberdade poderia intimidar testemunhas.
A defesa dos acusados tentou derrubar a prisão alegando que as provas são frágeis e que as movimentações financeiras do policial são compatíveis com o salário dele. Os advogados também sugeriram o uso de medidas alternativas, como a tornozeleira eletrônica, o que foi negado pelo ministro.
Antes de tomar uma decisão final sobre o caso, o STJ solicitou informações detalhadas ao Tribunal de Justiça da Bahia. Após receber esses dados, o processo passará pela análise do Ministério Público Federal para só então ser julgado novamente.







