A soldado da Polícia Militar, Ana Beatriz de Jesus Alves Santos, está respondendo a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) após balear uma major dentro da Vila Militar, no Centro Administrativo da Bahia. O caso, que aconteceu na última segunda-feira (25), ganha novos detalhes que indicam que o ataque não foi por acaso.
De acordo com o relatório da Corregedoria, a major Caroline Ferreira Souza estava desarmada no momento em que foi surpreendida pelos disparos. Testemunhas afirmam que a soldado chegou a anunciar a intenção de matar a oficial, gritando "agora você vai morrer" antes de puxar o gatilho.
A investigação aponta fortes indícios de premeditação. Além da arma de fogo, a soldado carregava duas facas — uma peixeira e uma de serra. Relatos indicam que ela já havia manifestado a vontade de tirar a vida da chefe para uma funcionária terceirizada da unidade.
O pânico tomou conta do local e outras policiais precisaram se esconder para não serem atingidas pelos tiros. Após o ataque, a soldado ainda tentou atirar contra um colega que tentava imobilizá-la. Ele precisou reagir para conseguir render a agressora, que parecia estar indo em direção à sala do comando.
A confusão teria começado após um desentendimento entre a soldado e outra colega. A major Caroline teria reportado o comportamento da praça para a Corregedoria, o que gerou a revolta da atiradora. Ambas foram socorridas e levadas ao Hospital Roberto Santos após o ocorrido.
Como medida imediata, a soldado Ana Beatriz está proibida de usar farda ou portar qualquer tipo de armamento pelos próximos 30 dias. O processo administrativo seguirá para apurar a conduta da militar, que pode ser expulsa da corporação.







