Última hora
PMPA - 5736
Polícia

Advogada de ex-diretor do presídio de Paulo Afonso rebate críticas: 'Não fazemos apologia ao crime'

Defesa de Tiago Sóstenes, suspeito de matar empresária em Aracaju, aponta machismo contra equipe feminina

Redação ChicoSabeTudo
27 de março, 2026 · 18:14 1 min de leitura

A advogada Priscila, que lidera a defesa do policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, usou as redes sociais nesta sexta-feira (27) para reagir aos ataques que vem sofrendo. O cliente é o principal suspeito do feminicídio da empresária Flávia Barros, morta a tiros em um hotel de Aracaju no último domingo.

Publicidade

Em seu desabafo, a jurista deixou claro que o trabalho da equipe é estritamente técnico e focado na garantia de direitos previstos em lei. Segundo ela, a atuação profissional não pode ser confundida com apoio ao crime cometido ou ao investigado.

Um ponto que chamou a atenção no pronunciamento foi a composição da banca jurídica, formada exclusivamente por cinco mulheres. Para a advogada, as críticas pesadas que o grupo tem recebido possuem uma forte carga de preconceito de gênero.

Ela classificou os ataques como reflexo de um machismo estrutural, questionando a agressividade direcionada à equipe pelo fato de serem mulheres à frente de um caso de grande repercussão. A defensora reafirmou que estará presente onde sua atuação for solicitada.

Publicidade

Tiago Sóstenes ocupava o cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, mas foi exonerado logo após o crime. Atualmente, ele permanece preso em uma unidade militar no estado de Sergipe, à disposição da Justiça.

A transferência para o sistema prisional ocorreu nesta semana, logo após o suspeito receber alta do hospital e passar por exames obrigatórios no IML. A Polícia Civil de Sergipe continua investigando todos os detalhes que cercam a morte da empresária de 38 anos.

Leia também