Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Secretário e servidora de Itagibá são afastados por fraude em contratos

Uma operação policial afastou um secretário e uma servidora da Controladoria de Itagibá, na Bahia, investigados por fraude em contratos com empresas privadas. Foram apreendidos bens e bloqueados valores.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
27 de janeiro, 2026 · 16:46 2 min de leitura
Um secretário e uma servidora da Controladoria da cidade de Itagibá, no sudoeste da Bahia, foram afastados dos cargos.
Um secretário e uma servidora da Controladoria da cidade de Itagibá, no sudoeste da Bahia, foram afastados dos cargos.

Uma operação policial inédita agitou a cidade de Itagibá, na Bahia, nesta terça-feira (27). Um secretário e uma servidora da Controladoria municipal foram retirados de seus cargos enquanto a polícia investiga um grande esquema de fraude em contratos. A suspeita é que dinheiro público tenha sido desviado através de acordos irregulares com empresas privadas que prestavam serviços à prefeitura.

Publicidade

A ação da polícia não ficou restrita a Itagibá. Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em quatro cidades baianas: sete em Itagibá, quatro em Dário Meira, três em Ipiaú e um em Jequié. As equipes vasculharam escritórios e residências em busca de provas que pudessem esclarecer a dimensão do golpe.

O que a polícia encontrou e investiga

Durante as buscas, os agentes apreenderam uma série de materiais importantes para a investigação. Foram recolhidos celulares, computadores e documentos, todos eles serão analisados detalhadamente para revelar a profundidade do esquema. Além disso, a polícia encontrou e apreendeu cerca de R$ 70 mil em dinheiro vivo, um valor que levanta ainda mais suspeitas sobre a origem e o destino dos recursos.

A Justiça também agiu rápido para tentar recuperar os valores desviados. Determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 2 milhões em bens e contas bancárias de cada pessoa investigada. Essa medida busca garantir que, caso as fraudes sejam comprovadas, os cofres públicos possam ser ressarcidos.

Publicidade

As investigações apontam que o grupo criminoso agia de forma organizada, com uma clara divisão de tarefas. A suspeita é que agentes públicos e representantes de duas empresas privadas de consultoria trabalhavam juntos. Eles teriam orquestrado o “direcionamento contratual”, ou seja, manipulavam os processos para que essas empresas específicas ganhassem os contratos, muitas vezes sem a necessidade de licitação, o que é uma violação grave das leis brasileiras.

A polícia acredita que esses contratos eram “superfaturados”, ou seja, os valores pagos pela prefeitura eram inflacionados, muito acima do preço real dos serviços. O dinheiro extra, que deveria beneficiar a população, era então desviado para o bolso dos envolvidos. Os criminosos ainda usavam mecanismos sofisticados para tentar esconder o rastro do dinheiro.

“As apurações indicam atuação coordenada entre agentes públicos e representantes de duas empresas privadas de consultoria, com vínculos diretos com os contratos investigados. O grupo apresentava divisão de tarefas, estabilidade e mecanismos voltados à ocultação e ao desvio de recursos públicos oriundos de contratos supostamente superfaturados.”

Próximos passos da investigação

A polícia informou que o trabalho continua. O objetivo agora é identificar outros valores que podem ter sido desviados e descobrir se existem mais pessoas envolvidas nesse esquema criminoso. Os nomes dos investigados foram divulgados, mas a reportagem não obteve retorno da Prefeitura de Itagibá ou das defesas dos envolvidos até a última atualização.

Essa operação reforça o compromisso das autoridades em combater a corrupção e garantir que o dinheiro público seja usado para o benefício da sociedade, e não para enriquecer indivíduos de forma ilegal.

Leia também