A população de Porto Seguro, na Bahia, viveu momentos de grande tensão no último sábado (24), que culminaram na morte de um homem. Ele foi agredido por moradores do bairro Vila Valdete após ser acusado de esfaquear os dois sobrinhos, de 2 e 7 anos, e de colocar fogo na residência da família. O homem chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Luís Eduardo Magalhães.
Os registros policiais contam que a confusão começou após o homem atacar as duas crianças com golpes de faca. Os pequenos foram rapidamente socorridos e levados para o hospital. As duas vítimas, que têm apenas 2 e 7 anos, continuam internadas devido à gravidade dos ferimentos.
Ataque e reação dos moradores
Depois de esfaquear os sobrinhos, o homem ainda provocou um incêndio na casa onde a família morava. A cena chocou e revoltou os vizinhos. A movimentação intensa e a fumaça chamaram a atenção da comunidade, que se mobilizou para tirar o homem de dentro do imóvel. Em seguida, revoltados com a situação, os moradores começaram a agredi-lo.
As agressões só pararam depois que algumas pessoas relataram no local que o indivíduo tinha problemas de saúde mental. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado para atender o agressor, que foi levado para o hospital. Apesar dos esforços, os médicos confirmaram a morte dele na unidade hospitalar.
Histórico de saúde mental
Em depoimento às autoridades, os familiares contaram que o homem tinha diagnósticos de depressão e esquizofrenia. Ele fazia acompanhamento psiquiátrico regularmente. De acordo com os parentes, que conversaram com o Radar News (parceiro do Bahia Notícias), o quadro clínico dele piorou recentemente, especialmente depois de um processo de separação conjugal.
A Polícia Técnica esteve no local para fazer a perícia tanto no ponto onde o crime aconteceu quanto na casa que foi atingida pelo fogo. A Polícia Civil já abriu um inquérito para investigar os dois lados da história: as agressões contra as crianças e as circunstâncias que levaram à morte do homem, que foi vítima de linchamento.
As duas crianças seguem hospitalizadas e a comunidade de Porto Seguro acompanha o caso, que levanta discussões sobre violência e saúde mental.







