Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Salvador: segurança é principal problema, aponta pesquisa

Pesquisa Viver nas Cidades da Ipsos/Ipec revela que 72% dos soteropolitanos consideram a segurança pública o principal problema de Salvador, ficando em 2º lugar no ranking nacional. Especialista liga preocupação à escalada da violência e impacto na rotina.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
09 de janeiro, 2026 · 03:06 3 min de leitura
Foto: Divulgação / Gov.Ba
Foto: Divulgação / Gov.Ba

A segurança pública é, sem dúvida, a maior dor de cabeça dos soteropolitanos. Uma nova pesquisa mostrou que 72% da população de Salvador considera a área o principal problema da capital. Para 85% dos moradores, a segurança está entre as três maiores preocupações da cidade.

Publicidade

Os dados foram levantados pela pesquisa Viver nas Cidades, uma iniciativa da Ipsos/Ipec, realizada em 2024 e divulgada recentemente. O estudo ouviu 300 pessoas em Salvador e analisou a situação de dez capitais brasileiras, revelando que a preocupação com a segurança lidera em todas elas.

No ranking nacional, Salvador aparece em segundo lugar, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro, onde 79% dos moradores veem a segurança como prioridade. O segundo problema mais citado em Salvador foi a saúde, apontada por 6% dos participantes.

Por que a preocupação cresce?

Para Luciano Pontes, professor de Direito Penal e especialista em Segurança Pública, essa preocupação crescente tem uma razão clara: a violência na cidade está aumentando e mudando a rotina de todo mundo. Segundo o Anuário de Segurança Pública de 2025, que avalia os números de 2024, Salvador voltou a ser a capital mais violenta do Brasil.

“A violência está trazendo consequências muito sérias. As pessoas perdem quem amam, perdem a paz e precisam mudar seus hábitos, como deixar de sair à noite, por exemplo”, explicou o criminalista.
Publicidade

A violência é um problema que atinge o país todo, mas Salvador e a Bahia sofrem muito com a presença e a influência de grupos criminosos em várias regiões. Pontes destacou alguns efeitos disso:

  • Toques de recolher;
  • Prejuízos para o comércio local;
  • Altas taxas de homicídios.

O tema, que é responsabilidade principalmente do governo do estado, mas que envolve todos os níveis de poder, virou um assunto urgente e deve ser um dos principais debates nas próximas eleições.

“Quando o soteropolitano sente tantas mudanças no dia a dia, a população começa a entender que a segurança pública virou o assunto mais importante e tem que ser o ponto central das futuras eleições. Os candidatos a governador e prefeito vão precisar debater essa questão com a população, que pede por melhorias”, afirmou Pontes.

O que diz a Secretaria de Segurança Pública?

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que investiu cerca de R$ 1,2 bilhão nos últimos três anos. Esse dinheiro foi usado nas Polícias Militar, Civil e Técnica, além do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, e, segundo a SSP, ajudou a diminuir as mortes violentas no estado.

A secretaria também destacou que, em 2025, a Polícia Civil registrou o menor número de crimes graves contra a vida em Salvador nos últimos 25 anos. Além disso, a SSP-BA ressaltou que combater o crime organizado é uma prioridade.

“A SSP destaca também a prioridade no combate ao crime organizado. Cerca de 500 operações foram realizadas só em 2025, contra grupos envolvidos com tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro, mortes violentas e corrupção de menores”, diz o comunicado.

Sobre a pesquisa:

O levantamento ouviu 300 moradores de Salvador com 16 anos ou mais, por meio de entrevistas online. Os dados foram coletados entre 2 e 27 de dezembro de 2024 e divulgados em dezembro de 2025. A pesquisa tem um nível de confiança de 95% e uma margem de erro estimada em cerca de 6 pontos percentuais para os resultados da capital.

Leia também