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Bahia: PCDs superam mulheres entre vítimas de violações em 2025

Bahia registrou 31.837 denúncias de violações de direitos humanos em 2025. Pessoas com Deficiência (PCDs) superam mulheres entre os grupos mais afetados.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
09 de janeiro, 2026 · 03:06 2 min de leitura
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Bahia fechou o ano de 2025 com um número alarmante de 31.837 denúncias de violações de direitos humanos, registradas entre 1º de janeiro e 26 de dezembro. Os dados vêm do Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, que faz parte do Ministério de Direitos Humanos (MDH).

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O estado aparece como o quinto maior do Brasil em volume de denúncias, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Em todo o país, o canal nacional registrou 633.977 denúncias. As violações são diversas e atingem a liberdade e a integridade física e intelectual das pessoas.

É importante entender que as denúncias são acolhidas pelo Disque 100. O MDH explica que um único protocolo de denúncia pode englobar várias violações de direitos, e por isso, os números são contabilizados por protocolos. No período analisado, foram gerados 18.895 protocolos, que resultaram em 231.228 violações de direitos registradas.

Apesar de uma pequena queda de 2.189 denúncias em 2025 comparado a 2024, a Bahia manteve sua posição no ranking nacional, continuando em 5º lugar.

Crianças e idosos na mira, mas PCDs superam mulheres

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Quando olhamos para os grupos mais vulneráveis, os números detalham um cenário preocupante. As crianças e adolescentes continuam sendo as vítimas mais atingidas na Bahia, com impressionantes 14.931 denúncias, o que representa 46,90% do total. Em seguida, vêm os idosos, com 8.233 denúncias, ou 25,86% do total.

Uma mudança significativa no ranking de 2025 é que a violência contra pessoas com deficiência (PCDs) ultrapassou a violência contra as mulheres. As denúncias de violação contra PCDs somaram 6.618 casos (20,79%), enquanto as denúncias de violência contra a mulher ficaram em 4.399 (13,82%).

Outros grupos também foram vítimas de violações, como:

  • Cidadão, família e comunidade: 4.270 denúncias (13,41%)
  • População LGBTQIA+: 791 denúncias (2,48%)
  • Pessoas em situação de rua: 235 denúncias (0,74%)
  • Pessoas em restrição de liberdade: 228 denúncias (0,72%)

Perfil das vítimas na Bahia

Analisando o perfil das vítimas, as mulheres aparecem como maioria em mais da metade dos casos, totalizando 16.850 denúncias (mais de 52%). Já os homens são vítimas em 12.269 denúncias (38,4%). Em 2.810 casos (pouco mais de 8%), o gênero não foi informado ou a violação aconteceu contra um grupo sem gênero definido.

A faixa etária também revela dados importantes: idosos entre 70 e 74 anos foram as principais vítimas, com 1.418 denúncias. Pessoas adultas, entre 35 e 44 anos, formam outros grupos com alto número de vítimas, somando 3.991 denúncias em suas respectivas faixas etárias. Idosos de outras idades também figuram no ranking, com 1.237 registros.

Em relação à raça ou etnia, as pessoas pardas são as mais vulneráveis a violações de direitos humanos na Bahia. Os dados do MDH mostram 13.744 denúncias envolvendo vítimas pardas, 7.638 com vítimas brancas e 5.945 com vítimas pretas. Pessoas amarelas foram vítimas em 94 denúncias e indígenas em 188. Em 4.290 casos, a raça ou cor das vítimas não foi definida.

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