A Câmara Municipal de Piranhas, no Sertão de Alagoas, aprovou uma moção de pesar pela morte de Diego da Silva Amaro, de 36 anos. Durante a sessão, familiares da vítima foram ao plenário pedir justiça pelo caso, que repercutiu em todo o Nordeste e envolve a prisão de um policial militar de Sergipe.
Diego foi morto a tiros no dia 28 de março, em uma estrada vicinal na zona rural de Glória, no norte da Bahia. Segundo as investigações, ele havia pago mais de R$ 100 mil — em dinheiro e bens, incluindo um veículo — a um PM do 4º Batalhão de Sergipe, com sede em Canindé de São Francisco, pela promessa de aprovação fraudulenta no concurso da Polícia Militar sergipana. Ao não ser aprovado, Diego passou a cobrar a devolução. O pedido foi negado, e ele começou a receber ameaças.
Momentos antes de morrer, Diego enviou áudios e a localização em tempo real para familiares, indicando possíveis suspeitos. Ele havia combinado um suposto encontro para resolver a situação — mas foi assassinado em uma emboscada.
O suspeito foi preso em 8 de abril durante a Operação Divisa, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia com apoio da 18ª COORPIN de Paulo Afonso, da Delegacia de Glória e do 20º Batalhão da PMBA. Foram apreendidos documentos e um Jeep Renegade preto usado no crime. O militar está recolhido no Presídio Militar de Sergipe (Presmil), aguardando audiência de custódia.
Segundo o portal IT Notícias, o investigado já tinha um mandado de prisão em aberto e uma condenação anterior por falsificação de documentos para ingressar na corporação — informações que ampliam o histórico criminal do suspeito e que deverão ser consideradas pela Justiça no julgamento.







