A morte de Monalisa de Amorim, de 30 anos, causou comoção entre familiares e amigos no Ceará e no Rio de Janeiro. Natural de Fortaleza, ela foi encontrada sem vida na quarta-feira, 15 de abril, em um imóvel no Cosme Velho, na zona sul carioca. A principal suspeita recai sobre o ex-companheiro, Bruno Lira de Lima.
Poucos dias antes de desaparecer, Monalisa organizava a comemoração de 31 anos, marcada para 21 de abril. Segundo relatos da família, ela mantinha contato frequente com os parentes e a interrupção repentina das mensagens acendeu o alerta no último sábado, 11.
A busca por informações levou amigos e familiares até o endereço onde ela foi localizada, na comunidade do Cerro Corá, onde o ex vivia. Monalisa morava na Rocinha e, de acordo com pessoas próximas, decidiu se afastar do homem após um relacionamento conturbado, descrito por parentes como marcado por episódios de violência e perseguição.
Bruno já estava preso desde o domingo, 12, depois de procurar uma delegacia dizendo sofrer ameaças. Na unidade, a polícia constatou a existência de três mandados de prisão em aberto. A detenção, no entanto, ocorreu por outro caso: ele é investigado pelo feminicídio de uma ex-companheira assassinada em 2023, no Ceará, que também se chamava Monalisa.
Nas redes sociais, Monalisa de Amorim costumava compartilhar momentos de dança e descontração. Ela deixa dois filhos. À família, fica a lembrança de uma mulher presente, batalhadora e determinada, que se dividia entre a rotina no Rio e os laços mantidos com parentes em Fortaleza.
A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte.







