As negociações para reestruturar a rede de supermercados baiana Cesta do Povo foram interrompidas após a prisão de Augusto Lima, no âmbito de uma operação que investiga o Banco Master. A detenção ocorreu em um contexto de apurações relacionadas a crimes financeiros, impactando diretamente a condução das tratativas sobre o futuro da empresa.
Lima, que era sócio do Banco Master e desempenhava um papel crucial na oferta de crédito voltado ao varejo popular, estava vinculado ao projeto Credcesta, anteriormente associado à Cesta do Povo. Em 2018, Lima adquiriu a Ebal (Empresa Baiana de Alimentos), que compreende a rede Cesta do Povo, durante o governo do então governador Rui Costa, por um investimento de R$ 15 milhões.
Paralelamente às atividades de Lima, o empresário Joel Feldman havia já adquirido parte dos ativos da Cesta do Povo por meio de leilões do Governo da Bahia, parte de um processo de privatização que se estende desde 2018. Segundo informações de bastidores, Lima possui uma vasta rede de contatos no estado, influenciando significativa parte das operações da Cesta do Povo.
Conforme relatórios, o Banco Master é atualmente responsável por cerca de 55% do empreendimento Cesta do Povo. A defesa de Augusto Lima, representada pelos advogados dos escritórios Figueiredo & Velloso e Sebástian Mello, Marambaia & Lins, emitiu uma nota reforçando que as investigações da Polícia Federal se direcionam a eventos posteriores à saída de Lima do banco, ocorrida em maio de 2024. “A defesa de Augusto Lima informa que recebeu com absoluta surpresa a operação deflagrada nesta data”, afirma a nota.
Por fim, a defesa sustenta que as investigações não têm relação com a atuação profissional de Lima e que sua trajetória no mercado financeiro sempre foi pautada pela legalidade. O futuro das negociações e o impacto da prisão de Augusto Lima seguem incertos, enquanto as investigações continuam.







