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Polícia

“Poderia ter sido evitado”: advogada confronta pai de suspeito de feminicídio em Santana do Ipanema

Advogada divulgou vídeo em que homem fala sobre suposta dívida; suspeito foi preso em Santana do Ipanema.

Redação ChicoSabeTudo
31 de outubro, 2026 · 11:55 2 min de leitura
Reprodução: Redes Sociais
Reprodução: Redes Sociais

A advogada e deputada federal eleita Júlia Nunes (PSD) demonstrou indignação ao confrontar o pai do homem suspeito de assassinar Joseane dos Santos de Araújo, de 42 anos, morta a facadas na noite de sexta-feira (30), em Santana do Ipanema, no Sertão de Alagoas. Durante a conversa, o homem afirmou que havia tentado evitar a tragédia, declaração que provocou questionamentos da advogada.

Identificado como Hélio, o pai do suspeito afirmou que o crime teria sido motivado por uma suposta dívida financeira entre a vítima e seu filho. Ao ser questionado por Júlia se havia tentado evitar a morte de Joseane, respondeu que sim, explicando que teria sugerido que a mulher pagasse o débito em pequenas parcelas.

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“Ela pagava de pouquinho dinheiro”, declarou, ao explicar a solução que havia proposto para o desentendimento.

A resposta chamou a atenção da advogada, que questionou se ele sabia que o filho poderia chegar ao ponto de matar a mulher. Hélio negou ter conhecimento de qualquer intenção de assassinato e afirmou que sua tentativa de intervenção se limitava à negociação da suposta dívida.

Júlia também perguntou diretamente se a falta de pagamento justificaria a morte da vítima. O pai respondeu que não, reconhecendo que o desentendimento financeiro não poderia terminar daquela maneira.

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“Não, com a morte não. Pagar do jeito que pode, né? Agora, com a morte, não. Não justifica”, afirmou.

A advogada repudiou a brutalidade do assassinato e reforçou que nenhuma cobrança financeira pode justificar a violência. “Débito não é polícia. Débito é justiça, é procedimento civil. Ninguém deve morrer por causa de débito”, declarou.

Joseane foi assassinada com diversos golpes de faca enquanto trabalhava em um estabelecimento comercial no bairro Camoxinga. Imagens registraram momentos anteriores ao crime, quando a vítima tentou se desvencilhar do agressor e pediu ajuda.

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Após tomar conhecimento do assassinato, Júlia Nunes deixou Maceió e seguiu para Santana do Ipanema, onde acompanhou a mobilização das forças de segurança. O suspeito foi preso na manhã deste sábado (31) e apresentado à polícia.

O pai relatou ainda que o filho procurou a família depois do crime e pediu ajuda para se entregar às autoridades. Segundo Hélio, ele próprio acompanhou o suspeito até a unidade policial.

Júlia anunciou que pretende acompanhar o processo e oferecer assistência jurídica à família de Joseane, cobrando a responsabilização pelo assassinato.

A Polícia Civil segue investigando o caso, incluindo a possível motivação financeira apresentada pelo pai do suspeito. A existência da dívida e sua relação com o crime ainda dependem de esclarecimento pelas autoridades.

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