Um empresário de 46 anos foi assassinado na noite da última quarta-feira (17) durante um atentado a tiros no bairro Baixão, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. Marcos Aparecido Ribeiro, conhecido como "Marquinho", morreu após ser baleado durante a ação criminosa. O caso ganhou repercussão por um detalhe inusitado: um policial militar da Bahia, que estava à paisana e acompanhava o empresário, presenciou o ataque e reagiu aos disparos.
Segundo as investigações iniciais, dois homens chegaram em uma motocicleta e efetuaram diversos disparos contra o empresário, que estava na Rua Miguel Correia de Amorim, nas proximidades da Central de Polícia. Proprietário de uma loja de importados, ele foi socorrido em estado grave ao Hospital de Emergência do Agreste (HEA), mas não resistiu aos ferimentos.
Um policial militar da Bahia, que estava no local acompanhado da vítima, reagiu aos disparos utilizando uma pistola calibre 9 milímetros de uso pessoal e baleou um dos criminosos, que morreu ainda no local. Conforme os levantamentos preliminares da Polícia Civil, a reação ocorreu em legítima defesa. O segundo envolvido conseguiu fugir.
"A PC encontrou no local um PM do estado da Bahia, que estava junto com a vítima, o Marcos Ribeiro. Ao ver os disparos efetuados direcionados ao Marcos, esse policial militar reagiu em legítima defesa. Ele estava portando sua arma pessoal, não era a arma funcional. Reagiu e alvejou o assassino do Marcos", detalhou o delegado responsável pelo caso.
A Polícia Civil de Alagoas revelou, nesta quinta-feira (18), que o homem morto após participar do atentado utilizava documentação falsa. As diligências realizadas pela Unidade de Atendimento ao Local de Crime 3 (UALC3), coordenada pelo delegado Estácio Lima Netto, revelaram que o homem morto no local utilizava documentação falsa. Inicialmente, ele foi identificado por documentos em nome de Fábio Pereira Lima. No entanto, durante a investigação, os policiais constataram inconsistências nas informações apresentadas.
A fraude foi confirmada após o verdadeiro Fábio Pereira Lima comparecer ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Batalha e comprovar que os documentos encontrados com o suspeito eram falsificados. As diligências também apontaram que o suspeito possuía uma chave de uma pousada localizada em Girau do Ponciano, item que poderá contribuir para o avanço das investigações.
Durante as investigações, os policiais também analisaram o celular da vítima, o que permitiu confirmar que Marcos Ribeiro morava em São Paulo, mas mantinha vínculos familiares com os municípios de Girau do Ponciano e Traipu. A morte de Marcos Aparecido Ribeiro causou comoção entre familiares, amigos e conhecidos. Ele era bastante conhecido na região onde morava e trabalhava.
A Polícia Civil, por meio da Unidade de Atendimento ao Local de Crime 3 (UALC3), segue investigando o caso. O delegado citou que trabalha com duas possíveis identificações para o suspeito que utilizava documentação falsa. Imagens de câmeras de segurança instaladas na região também estão sendo apuradas. O cúmplice que fugiu na motocicleta ainda não foi localizado.







