A Polícia Federal pôs em campo, na manhã desta quinta-feira (25 de junho), a Operação Desmascarados, voltada a desarticular um grupo suspeito de se passar por crianças e adolescentes na internet para enganar vítimas menores de idade e obter imagens de conteúdo íntimo. A ação atinge dez estados e o Distrito Federal.
Segundo informações divulgadas pela PF, os alvos cumpridos estão distribuídos pelo Acre, Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. No total, são 24 mandados de busca e apreensão.
De acordo com a corporação, os suspeitos criavam perfis falsos em aplicativos de mensagens, fingindo ser crianças ou adolescentes para conquistar a confiança das vítimas. A partir desse contato, as induziam a produzir e compartilhar imagens íntimas, que depois eram distribuídas em grupos virtuais e em outros ambientes da internet.
A PF também identificou indícios de troca de mensagens associadas a práticas criminosas contra crianças e adolescentes, além do compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil. Esses fatos seguem em apuração.
A operação desta quinta-feira faz parte de um esforço contínuo da Polícia Federal no combate a crimes cibernéticos contra a infância e a adolescência. Em 2026, a corporação já cumpriu ao menos 450 mandados de prisão de foragidos por crimes sexuais, por meio de Grupos de Capturas. Ao longo do ano, diversas ações foram deflagradas com o mesmo objetivo em diferentes regiões do país.
A tática de usar perfis falsos para se aproximar de vítimas não é novidade nas investigações da PF. Em março deste ano, durante a Operação Rapina, na Bahia, diligências foram impulsionadas a partir de relatórios de organismo internacional de proteção à infância; as apurações demonstraram que o investigado utilizava diversos perfis falsos para se aproximar de crianças e de adolescentes, inclusive se passando por menores do sexo feminino, com o objetivo de obter imagens íntimas das vítimas.
Em março, a PF também aproveitou a entrada em vigor da Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, que estabelece novos mecanismos de proteção de crianças e de adolescentes no ambiente virtual.
A Polícia Federal orienta pais e responsáveis a acompanharem o uso da internet por crianças e por adolescentes, como forma de reduzir riscos e de proteger possíveis vítimas. A corporação sugere que as famílias mantenham diálogo aberto com os jovens sobre a importância de não interagir com desconhecidos online e de buscar ajuda de um adulto ao se deparar com situações suspeitas.
Denúncias sobre crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes podem ser feitas pelo Disque 100, canal da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, disponível 24 horas por dia.







